E com o passar dos dias Ricardo se desespera pois sabe que perdeu Raquel para sempre.
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Oficina de Produção de texto
Professor: Erivelto Reis
Aluna: Débora Angélica Castelani
Matemática
1° período/ Noturno 2013
O preço do amor
Raquel se entrega ao Ricardo, prometendo amor eterno.
Em um jazigo, frio, escuro, com folhas secas, se amaram pela última vez.
Adormeceram pelo cansaço, sem se preocupar com as horas.
- Raquel, meu anjo acorda !
- Precisava lhe ver mais uma vez, sentir seu perfume, seu jeito meigo, doce e contundente aliado com seu rosto lindo.
Entre sussurros, carícias não perceberam que havia um homem do lado de fora.
Ao abrir a porta do jazigo, um homem portando uma arma direcionando a ela.
Soa um tiro, pássaros voam, gritos tomam conta do espaço pequeno, frio, escuro. Somente se escutavam os gritos da Raquel.
- Ricardo! Ricardo acorda, não me deixa, não me deixa...
Raquel, chorando, inconformada, olha para o homem.
- Por que você fez isso?
O homem saiu correndo, deixando a arma sobre o túmulo.
- Ricardo, lhe prometi amor eterno !
Raquel toma a arma em suas mãos, soa mais um tiro. Tirando sua própria vida para ficar junto de seu amado.
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FABIANO RODRIGUES DA SILVA
Português / Literatura – Turno: Noite.
Um amor com gosto de sangue
- Dê-me as chaves, Ricardo! Dê-me.
Ricardo parou por alguns segundos no tempo e com aquela sorriso trêmulo não lhe respondera nada .
- Ricardo ! Por favor! Pare de brincadeira e me tire logo deste lugar - Gritava Raquel em prantos.
Nos poucos minutos que Raquel ficara lá dentro, tamanho era o nervosismo. Nervosismo este que aumentava a cada minuto ao ponto de Raquel perder as forças para se manter em pé.
- Ricardo! – Raquel já não tinha mais forças para falar. Naquele estado deprimente não tinha mais o que fazer a não ser esperar uma atitude de Ricardo
- Raquel ,Raquel ! quer sair ? Vou te libertar desse mundo o qual se encontra escorada nessas grades. – Ricardo com as chaves na mão, lança-a para bem longe.
- Minha linda ! Irei libertá-la logo. Algo digno de um príncipe – Ricardo se afasta em direção ao portão e arranca uma lança enferrujada
-Raquel, meu amor ! Como um príncipe , vou quebrar a tranca que te aprisiona neste lugar frio e úmido em que se encontra
Raquel com um fio de esperança e com enorme temos ,observa Ricardo batendo com a lança na fechadura
-Meu amor ! Hoje serei seu príncipe encantado.
A esperança e o receio de Raque começa a aumentar ao imaginar ser tudo uma brincadeira e ao ver tamanho esforço feito por Ricardo.
-Raquel , minha flor ! Segure firme estas grades. – Raquel tira força dentro de si.
Ricardo em posição de combate e Raquel segurando firme, assim sendo ele desfere um golpe firme em seu peito. Raquel agoniza no chão e após poucos segundos Ricardo começa incessante ,um após outro a desferir inúmeras vezes, aquela lança em Raquel. Ricardo banhado de sangue para e observa sua amada.
- Raquel, meu amor ! hoje te liberto da prisão a qual vivia , dando-lhe o descanso e a vida eterna em meus pensamentos.
- Te amo, Raquel ! Daqui para frente sempre estará comigo. – não mais com um sorriso distante e sim um exuberante, Ricardo se afasta lentamente. E ano após ano ele volta na data de aniversário da morte de Raquel para se manter aceso a chama de um amor mortal.
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Fundação Educacional Unificada Campo-grandense
Elimeiri de Souza Silva Credi-Dio
História – Oficina de Produção de Texto
Manhã – Primeiro período
Veja você o pôr-do-sol
Raquel já não gritava mais, perdeu as esperanças de que alguém pudesse ouvi-la, seu corpo estava mole e languido. Sentou no degrau no degrau superior que ficava próximo à portinhola de ferro e em uma ânsia de desespero ergueu as mãos à cabeça, neste momento ela obteve uma ponta de esperança.
- Claro, como pude ser burra! Se ele realmente acha que eu vou sentar e esperar a morte está completamente enganado...
Ela retirou de seus cabelos, já desconcertados, dois grampos e iniciou a abertura daquela grade com uma ânsia de lutar pela própria vida. Após muito esforço a fechadura finalmente cedeu, lá fora, o crepúsculo já dava lugar ao início da noite. Raquel não via a hora de sair daquele lugar que a pouco pensava ser seu túmulo, mas não podia permitir que a história findasse assim.
-Você vai me pagar Ricardo! Vai se arrepender amargamente do que ousou fazer.
Ela, de repente, teve uma louca ideia, uma ideia insana, um pensamento de vingança que resolveu seguir. Lembrou-se de que em sua bolsa havia uma fotografia dela com seu noivo, a recortou como pode e pegou um batom vermelho que sempre carregava consigo. Quando estava satisfeita com o trabalho, trancou novamente a fechadura e saiu como se nunca tivesse abandonado o local.
-Você vai se arrepender Ricardo...- agora o sorriso meio inocente, meio malicioso estava nos lábios de Raquel.
Passou-se um mês, talvez mais, e Ricardo decidiu voltar e preparar o local para sua próxima vítima.
Aproximando-se da capelinha, Ricardo sentiu uma leve brisa fria. Entrou, abriu a portinhola de ferro, e com sangue frio, desceu esperando encontrar o corpo de Raquel, agora sem vida, caído em um dos cantos.
-Minha cara, eu disse que veria o pôr-do-sol mais lindo do mundo,- disse com indiferença -seu último...
Neste momento. ele se deteve. No chão. aos seus pés. estavam os sapatos; aqueles de que antes Raquel tanto havia reclamado de ter de subir o morro e da lama. Mas nenhum sinal do corpo dela.
-Como? Não pode ser!- disse assustado- não havia possibilidade de que ela saísse daqui.
Ele girou, ascendeu um fósforo e pode contemplar em uma das gavetas a fotografia de Raquel, com as seguintes palavras em vermelho:
“Volto para buscá-lo! Veja o pôr-do-sol...”
Ricardo, em grande desespero começa a gritar, já totalmente transtornado, mas consciente, escuta a grade se fechando. Nunca mais se ouviu falar em Ricardo...
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Aluno: André César Barbosa
Curso: Inglês
Período: 1°
Turno: Manhã
Disciplina: Oficina de Produção de Textos
De Volta à Vida
Após ter gasto suas forças com gritos e arrancos nas grades, Raquel estava exausta, começou a pensar em Ricardo e na circunstância em que se encontrava naquele momento.começava a ver o quanto foi tão destrutivo o fim do relacionamento para ele e o que seria dela jogada ali.
-Não! Eu não posso morrer aqui dessa forma, ninguém me encontraria nesse lugar abandonado!
O lugar já não tinha tanta luz, pois o dia já começava a findar-se. Foi quando Raquel esbarrou numa cabeça de um anjinho (estátuas muito comuns em cemitérios) e pensou em voz alta:
-Tenho que tentar quebrar algumas dessas grades enferrujadas,nem que seja a ultima coisa que eu faça!
Após uma hora batendo com a cabeça da estátua nas grades,consegui soltar duas delas,o que era suficiente para tentar atravessar.
Raquel estava exausta, com as mãos sangrando,pois eram delicadas devido ao estilo de vida que tinha.conseguiu,apesar de se arranhar muito,sair daquela prisão macabra.
Já era noite e a lua estava cheia, o que para ela foi de grande ajuda pra visualizar o caminho de volta a vida.Tinha uma coisa na mente,em fugir para o Oriente e nunca mais voltar,pois sabia que se caso não consegui-se fugir acabaria morrendo esquecida,isolada dentro daquele mausoléu.
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Nome : Eduardo Henrique Maximiano da Silva
Curso : Letras/Literatura
Turno : Manhã
Professor : Erivelto Reis
Oficina de Produção de Texto
Venha Ver o Pôr do Sol - Parte II
"Durante algum tempo ele ainda ouviu os gritos que se multiplicaram, semelhantes aos de um animal sendo estraçalhado. Depois, os uivos foram ficando mais remotos, abafados como se viessem das profundezas da terra. Assim que atingiu o portão do cemitério, ele lançou ao poente um olhar mortiço. Ficou atento. Nenhum ouvido humano escutaria agora qualquer chamado. Acendeu um cigarro e foi descendo a ladeira. Crianças ao longe brincavam de roda."
Enquanto Ricardo se afastava da capela , Raquel continuava a gritar e a pedir socorro . Em um certo momento ela parou de gritar e pensou “ Por que eu estou gritando se ninguém irá me ouvir ? “Raquel , com sua inteligência, pensou". Deve ter uma saída aqui, basta procurar" .
Enquanto procurava uma saída , Raquel ouviu um barulho estranho e falou – O que será isso ?
Quando ela olhou para trás, viu que Ricardo tinha voltado .
- Raquel, não tenho dinheiro o suficiente, mas tenho algo que é suficientemente o bastante para te fazer feliz – Disse Ricardo, arrependido de ter feito uma brincadeira maldosa com sua amada .
- Não teve graça, Ricardo, você está pensando o quê ? - Disse ela.
- Ricardo,sempre senti algo especial por você, mas agora me solte, por favor.
- Não. Você não está com vontade de saber porque eu fiz isso com você ?
- Está na hora de você me explicar. Você fez isso sem motivo.
- Não, não fiz. Raquel, eu te amo e não suportaria ver outro homem com você; você é a mulher da minha vida e se você não for minha, não será de mais ninguém – Disse Ricardo .
- Me tira daqui Ricardo por favor , eu te imploro – Suplicou Raquel.
- Raquel, eu vou te libertar. Não adianta eu querer que você seja minha contra sua vontade. Eu te amo e não suportaria ver você sofrer. Vá , seja feliz com seu novo homem .
-Ricardo, obrigada. Não sei como lhe agradecer. Obrigada, muito obrigada – Falou Raquel .
Quando Raquel chegou ao portão do cemitério, parou e pensou “O meu marido não me ama, me maltrata, me xinga, me humilha e me usa. Então porque eu vou jogar fora um coração que já é meu ? Porque eu não dou uma nova chance para Ricardo?"
Raquel voltou à capela onde Ricardo se encontrava chorando, quando ouve bem de longe Raquel chamando seu nome “Ricardoooooo, Ricardooooooooo !!!" Ele levanta e vai ao encontro de Raquel que pede perdão:
- Ricardo, me perdoa por tudo ?
- Eu que tenho que te pedir desculpa , por ter feito isso com você – Disse Ricardo com o coração batendo forte – Sei que foi uma brincadeira de mal gosto .
- Tudo bem, Ricardo. Eu voltei porque eu quero te falar uma coisa – Disse Raquel – Você irá gostar .
Ricardo fez cara de ansiedade e ouviu atentamente : “Ricardo,eu sempre te amei e eu nunca percebi porque o meu amor por você estava adormecido .
- Raquel , espero que você entenda o que eu fiz com você , te tranquei aqui porque eu quero que você entenda que eu fiz isso para você ver que , não basta você me trancar em seu coração e colocar outro que tenha condições de te fazer feliz , pois eu tenho condições de te fazer a mulher mais feliz do mundo .
As lágrimas tomam conta de seus olhos verdes e sua face sem vida. Naquele momento Raquel percebe que havia jogado fora todo amor que Ricardo tinha para lhe dar.
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Victor Ferreira Tavares de Abreu -
Lic. da Computação (Adaptação em 1º de inglês manhã)
VENHA VER O PÔR-DO-SOL - PARTE II
Durante algum tempo ele ainda ouviu os gritos que se multiplicaram, semelhantes aos de, um animal sendo, estraçalhado. Depois, os uivos foram ficando mais remotos, abafados como se viessem das profundezas da terra. Assim que atingiu o portão do cemitério, ele lançou ao poente um olhar mortiço. Ficou atento. Nenhum ouvido humano escutaria agora, qualquer chamado. –Acendeu um cigarro e foi descendo a ladeira. Crianças ao longe brincavam de roda.
Enquanto isso na catacumba, Raquel, sentada em um canto encolhida feito uma tartaruga em sua carapaça tentava controlar seu choro que escorria como uma cachoeira, naquele momento a única coisa que se ouvia eram seus soluços, já não era possível reconhecer sua maquiagem deixando visível um leque de rugas que rodeavam seus lindos olhos verdes, sua pele pálida e seu olhar fixo sugeriam que estava em estado de choque, até que a última réstia do sol que entrava pela frincha atingiu a iminência de seu desaparecimento e um assobio sombrio e assustador parecido com o de uma coruja soou anunciando o anoitecer. Ela engoliu o choro e ecoou um grito em um último ato de desespero.
-Tem alguém ai? – Ninguém respondeu.
Deslizou, em seguida, sobre a gaveta à qual estava encostada deitando sobre o chão frio e sórdido, já não se importava mais com sua aparência, não restou nem ao menos forças para tragar um cigarro, seus lábios ressecados recobertos por rachaduras clamavam por liquido. Um barulho estrondoso retumbou de seu estomago, o tempo parecia não passar até que ela adormeceu. Era madrugada ainda quando Raquel acordou com o rangido da porta, era alguém entrando na capela, a porta foi aberta de par em par e pelo maior esforço que ela fizesse não havia como emitir um som se quer, seu corpo estava tomado pelo cansaço, só restou a ela esperar. Eis que então uma luz surgiu do alto da catacumba e com ele um sorriso meio inocente, meio malicioso. Era Ricardo.
- Raquel, meu anjo, apreciou o por do sol mais belo do mundo? – Falou Ricardo, enquanto destrancava a portinhola.
Ricardo estava vestido com a mesma roupa, porém o cansaço não lhe permitia aparentar mais jovem, as rugazinhas já haviam tomado conta de seu rosto. Ele entrou, passou a chave na portinhola novamente e a arremessou tentando acertar a frincha da porta, bem devagarzinho foi descendo, descendo, enquanto ela tentava impulsionar seu corpo contra a gaveta, buscando forças para se levantar.
- Raquel, a vida toda eu esperei por esse dia... – Disse Ricardo enquanto aproximava- se dela.
- Me solta, Ricardo, isso está passando dos limites. – Sussurrou Raquel com o resquício de voz que ainda lhe sobrara.
- Agora não tem mais volta, estamos trancados aqui pela eternidade e não existe mais a estúpida intervenção dos vivos. Esta sim é a morte perfeita, nem lembrança, nem saudade, nem o nome sequer... - Ricardo aproximou-se mais, deitou-se ao lado de sua amada, que, todavia não teve outra opção, e sussurrou em seus ouvidos uma débil cantiga infantil.
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Caroline Rumbelsperger
Camila Barreiras
Aline Duarte
História – 1º Período
Turno da manhã
Oficina de produção de textos
Venha ver o pôr-do-sol: Um pesadelo
Naquela tarde, após
a partida de Ricardo. Raquel se viu sozinha naquele local, sentia-se acuada e com
medo, gritava por socorro intensamente, envolvida pelo desespero socava as
paredes e as portas como um animal louco.
O tempo passava e ainda permanecia incansável em sua tentativa.
- RIIIIICAAAARDOOOOOOOOO! CANALHA, CRETINO, COMO
PODE? - Berrava, desta vez se jogando no chão.
- Por que eu ? Não faz isso
comigo .. Por favor .. - Algumas lágrimas já começavam a escorrer por seu rosto
fino e suave. Encolheu-se num canto, onde adormeceu após muitas horas de choro.
- Bom dia, meu anjo.. - Uma voz masculina adentrou sua cabeça, lhe acordando de
supetão. Era Ricardo, coberto de sangue
segurando uma faca afiada em sua mão esquerda. - Ricardo? Ricardo! - Com medo,
disse num tom assustado é claro. Tão logo o homem com um sorriso perverso nos
lábios, avançou até ela cravando a faca em seu peito. Foi quando num estalo,
acordou-se se debatendo, como o que acontece num daqueles sonhos mirabolantes
onde caímos de algum lugar. Com os olhos arregalados olhava para os lados,
custando para acreditar que tudo aquilo não havia passado de um sonho. - Nossa,
que real .. - Sussurrou levantando-se da cama, indo até o espelho para ver se
estava tudo normal mesmo, aliviada ao ver que estava, sorriu dando um longo
suspiro.
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Nomes: Jessica da Rocha Vianna / Siliane França
Curso: Matemática
Período: 1º
Turno: Manhã
Disciplina: Oficina de Produção de Texto
A história por detrás da história
Raquel não aguentava mais gritar, já sem voz e amargurada, começou a refletir no que havia acontecido, um filme bobo passou pela sua mente.
- Desgraçado! Golpeou o ar. Como pude ser tão burra? E minha viagem magnífica?Como pude confiar?
Sentou-se na escada fria e sombria, retirou o cigarro da bolsa e ao acendê-lo percebeu um papel branco em meio a tanta poeira e medo. Olhou fixamente, aproximou, limpou e começou a ler: “Querida, Raquel! Se você for realmente esperta, você vai ver o pôr do sol mais lindo do mundo. Precisei fazer isso tudo para que você seja só minha, confie em mim e me ame como eu te amo, Ricardo nunca mais vai nos atrapalhar... Espero-lhe para nossa viagem. Somente seu... Fernando”.
- NÃO! Burra, burra! Retirou a chave presa no papel e levantou-se apressadamente fitando o cadeado, encaixou a chave e ouviu um clique e percebeu que o alivio tinha seu som, estava livre daquele terror.
O sol não estava mais lá, encontrava-se no horizonte escondido, o céu recheado de estrelas e a lua cheia, deixava-o mais brilhante. No portão estava ele bem vestido, cabelo arrumado com cheiro irresistível e a cumprimentou.
- Boa noite, Fernando. Deu-lhe as mãos, enxugou as lágrimas e caminhou entendendo que jamais veria Ricardo e que teria tudo que sempre quis, porém dentro de uma caixinha da qual jamais poderia sair.
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Alunas:
Vanessa Rodrigues
Nauan Souza.
Letras/Inglês/1° Período/manhã
Trabalho referente a aula do dia 13/03/13.
Oficina de Produção de texto.
Prof°. Erivelto Reis
Venha ver o pôr do sol – O final
Ao caminhar, ele pensava: “Agora é só uma questão de tempo. Quando tudo estiver acabado ela entenderá”. Enquanto isso Raquel desesperada, chorava, gritava, recostada nas grades de sua prisão:
– Isso não pode está acontecendo! Aquele desgraçado, imbecil, maníaco! Eu vou te matar, Eu vou te matar!
Raquel, aos prantos, pega um vaso sujo. Furiosa, ela o lança do outro lado da sala; no entanto, ela não o escuta se quebrar e cair. Com dificuldade, ela se levanta e anda até o outro lado da sala. Apesar da escassa luz ela avista o vaso caído, apenas rachado repousando no que parece uma manta branca suja cobrindo algo inclinado no canto da sala. Vagarosamente ela inclina seu braço direito tentando puxar o pano velho amarelado, seu corpo todo estremece, ela está ofegante. Bem devagar ela vai puxando o pano e inclinando a cabeça, a luz é pouca, mal dá pra ver o pano. Ele se inclina mais e chega mais perto, o pano desliza e caí todo no chão. Um odor estranho, desagradável, mais forte do que o já conhecido cheiro da catacumba parece impregnar o local. De repente um grito medonho ecoa sobre a sala:
– Ahhhhhhhhh! Raquel cai no chão inerte. No mesmo momento, Ricardo interrompe sua caminhada, vira em direção ao cemitério com um sorriso melancólico no rosto e diz:
– Terminou. E então volta a caminhar.
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Aluna: Thaís Morini Machado
Curso: Matemática (1º período)
Venha ver o pôr do sol – Lygia Fagundes Telles
O fim de uma história de amor.
“Foi erguendo o olhar até a chave que ele balançava pela argola, como um pêndulo. Encarou-o, apertando contra a grade a face sem cor. Esbugalhou os olhos num espasmo e amoleceu o corpo. Foi escorregando.”
- Anda logo, Ricardo, abre essa porta, isso não e brincadeira que se faça. Que amor é esse que você diz sentir por mim e repentinamente me tranca nesse mausoléu sombrio e escuro.
- Oh, Raquel, quem disse que eu deixei de amá-la, você que não quer mais nada comigo, já que não quer ser minha não será de mais ninguém! Adeus meu anjo.
Raquel ainda mais exaltada começa a gritar ao perceber que Ricardo se distancia ainda mais da porta:
- Ricardo, Ricardo, volte aqui, não me deixe, meu amor!
Os gritos de Raquel foi em vão, em apenas alguns instantes já não se podia ver nem mesmo a sombra de Ricardo.
Raquel ainda tentando entender porque Ricardo fizera aquilo com ela, sentou-se no chão sujo por alguns minutos, até que se lembrou dos grampos que costumava deixar em sua bolsa caso precisasse prender o cabelo.
Ainda tremula Raquel teve um pouco de dificuldade pra enfiar o grampo no buraco da fechadura, depois de muitas tentativas frustradas Raquel pudera ver pela fresta da porta aquele lindo por do sol que Ricardo havia lhe prometido, que por sinal era o mais lindo que ela já tinha visto.
- Meu Deus que destino é este que preparaste para mim, sussurrava Raquel já sem força para gritar!
Ricardo, antes mesmo de chegar à saída do cemitério, caiu num arrependimento imenso !
- Como posso ter feito tal crueldade com minha amada, onde estava com a cabeça?
_ Raquel, meu anjo, espere por mim que estou indo lhe salvar!
Correndo feito um louco Ricardo chegou ao mausoléu em poucos minutos. Já diante da porta Ricardo pôde ouvir um barulho de algo batendo na porta!
- Calma, Raquel, calma meu anjo, eu voltei, vou abrir a porta pra você.
- Ricardo, seu infeliz, me deixa aqui trancada e ainda tem coragem de me pedir calma! Abra isso logo, seu psicopata!
Ao abrir a porta Ricardo foi golpeado por Raquel na cabeça, com a mesma pedra que ela usava na tentativa de abrir a porta. Ricardo caiu no chão se esvaindo em sangue, em alguns segundos já não mais respirava.
- Ah, Ricardo, você tinha razão eu nunca mais serei sua!
Raquel saiu correndo sem nem mesmo olhar para trás, logo estava fora do cemitério, descendo a tortuosa ladeira, a única lembrança que ficara era a das crianças que ali ainda brincavam de roda!
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Alunas da Disciplina Oficina de Produção de Texto:
Cristiane de Oliveira – Curso Matemática – 1º período – Manhã
Viviane Barbosa – Curso Inglês – 1º período – Manhã
Patrícia Emanuele – Curso Letras – 1º período – Manhã
Final alternativo para o conto: Venha Ver O Pôr-do-sol - Lygia Fagundes Telles:
O Despertar ao pôr-do-sol
Ricardo, puxando as duas folhas escancaradas, as quais ao se fecharem produziram um grande estrondo o qual pareceu acordar-lhe a alma, até então adormecida pela mágoa do amor não correspondido. Lá embaixo, naquela peça abandonada, Raquel vê passar diante de seus olhos, como alguém diante da morte, toda sua existência frívola.
Eis que então, um resquício ainda de dignidade e compaixão, Ricardo volta a abrir as duas folhas que descerravam a capela e com as chaves da portinhola ainda nas mãos, ele a abre e de lá retira Raquel de onde seria sua última morada.
Eles se entreolharam durante alguns segundos, ainda incrédulos. Um forte e demorado abraço faz com que aos poucos tomem consciência de todo o ocorrido naquela tarde.
Ricardo e Raquel jamais voltariam a ser os mesmos, pois naquela catacumba ambos redescobriram o sentido da vida.
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- Mariana Salino (Letras - Português/Literaturas; 1º Período; Oficina de Produção de Textos);
- Viviane Cristina Oliveira Martins (Letras - Português/Inglês; 1º Período; Oficina de Produção de Textos);
Venha ver o pôr do sol – Parte Final
E, após gritar exaustivamente pedindo ajuda, Raquel, com os cabelos bagunçados e até um pouco suada, sentou-se no lugar menos empoeirado que conseguiu encontrar. E deu início a um choro que mais parecia ser de arrependimento do que decepção. Pensou em todos os momentos que viveu ao lado de Ricardo, um homem que até pouco tempo tinha a certeza de poder confiar. Raquel encontrava-se trancada, no escuro, com fome e assustada. A única saída naquele momento era esperar o amanhecer.
Acordou com fortes dores no corpo e completamente perdida. Tentou abrir os olhos e guardou um pouco de ar. Sabia que algo tinha aprendido, mas não o quê. Não lembrava o que tinha acontecido ali, e mais do que isso, não fazia ideia de como foi parar naquele lugar aterrorizante. Começou a procurar algo que pudesse destruir aquela fechadura, e encontrou um bastão de ferro que parecia estar ali só a sua espera. Imediatamente utilizou toda a sua força como se sua vida dependesse daquilo. E dependia.
E depois de minutos que passavam como anos, Raquel conseguiu sair. Correu pelo cemitério abandonado procurando a saída. Chegou em casa e encontrou sua família desesperada e contou a todos o que havia acontecido. Todos a olharam com um misto de espanto e pena. Raquel era louca.
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Nome: Nícolas Souza Magioli
Curso: Letras – Inglês / Período: 1º Manhã.
Venha ver o pôr do sol – Lygia Fagundes Telles
O ÚLTIMO GRITO
“(...) Voltado ainda para ela, ele chegara até a porta e abriu os braços. Foi puxando as duas folhas escancaradas”
Raquel observava, apavorada e imóvel, enquanto Ricardo adentrava novamente na cripta, agora, completamente escura. Por mais que tentasse não conseguia fazer com que as palavras saíssem de sua boca. Não conseguia mais gritar e não mais balançava as grades querendo escapar, pelo contrário, mal conseguia se mexer. Raquel estava atordoada enquanto o mistério da situação criava diferentes linhas de pensamento em sua cabeça.
Alguns minutos depois, se acende uma pequena luz que vinha do fósforo na mão de Ricardo. Ele, com as mesmas rugas destacadas mesmo em tamanha escuridão, agora tinha um olhar diferente, perverso, obscuro, o que no momento fez com que Raquel estremecesse de puro medo. Ricardo chegava cada vez mais perto da grade enquanto Raquel tentava reconhecer naquele olhar sinistro o homem com o qual já compartilhou sentimentos em algum outro tempo.
- Boa noite, meu anjo. Disse Ricardo enquanto a luz do fósforo apagava gradativamente
Raquel, ainda sem dizer uma palavra, ia se afastando das grades enferrujadas com o medo e a duvida em sua mente. Não muito depois, ela começou a ouvir o barulho de líquido sendo jogado no chão e, em pouco tempo, seus pés começaram a sentir que havia algo sendo jogado no chão com um cheiro muito forte. Assustada, começou a gritar.
- Ricardo! O que é isso!? O que você está fazendo!?
Ricardo acendera novamente o fósforo e o levou a face onde Raquel pode observar um cigarro. Deu uma tragada e expirou. Não disse nada, só deixou a fumaça se propagar. O cheiro que impregnava a cripta logo foi identificado por Raquel como sendo o de gasolina, bem em tempo de Ricardo dar sua ultima tragada e jogar o cigarro, ainda pela metade no chão.
- NÃO! Raquel dá seu último grito.
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Alunas: Camila Stellet de Lima
Lorena Stellet de Lima
Curso: Letras Português/Inglês
1º Período - Manhã
Disciplina: Oficina de produção de texto
Amor doentio
Apesar de sentir uma sensação de alívio, como se tivesse sanado um problema, repetia para si em voz baixa que foi ela quem escolhera esse fim por preferir o tal ricaço, na esperança de calar a voz que o dizia pra voltar.
Ao anoitecer, naquela catacumba fria e sinistra, o desespero tomava conta de Raquel, que continuava a gritar como única atitude cabível naquele momento, embora soubesse que não estava sendo ouvida. Entregou-se, então, ao choro e não pensava em dormir. Ao passar a noite mais terrível de sua vida, o dia foi clareando, e ela olhava através das grades enferrujadas esperando Ricardo voltar.
Ricardo despertou, então, de uma revigorante noite de sono e seguiu sua rotina normalmente. Raquel, ao dar-se conta que o dia estava passando, via-se na mesma situação desesperadora. Após 72h, dando-se conta de sua extrema fraqueza, medo e frio, sabia que aquele seria mais um angustiante pôr do sol. Assim, decidiu dar fim ao seu sofrimento, e pegou um vaso e o atirou no chão. Com uma parte bem pontiaguda, ela aproximou o caco de sua garganta, trêmula e ofegante, e rapidamente a cortou, caindo ao chão e perdendo muito sangue.
Ricardo tentava de todas as formas não pensar no que havia feito à Raquel, mas sua consciência simplesmente não permitia. Portanto, arrependido, voltou à catacumba para resgatar sua amada. Ao chegar lá, com um sorriso no rosto, imaginava que ela iria correr para seus braços, mas deparou-se com Raquel deitada no chão e, ao abrir o portão, desvirou Raquel e ficou em choque ao ver Raquel morta! Ricardo entregou-se ao choro, a beijou, como que se despedindo, e voltou à cidade correndo, aos prantos. Foi à delegacia e se entregou. Contara cada detalhe e mostrou-se completamente desequilibrado com a situação. Assim, dando sinais de distúrbios mentais, Ricardo ficou anos preso e depois passou o resto de seus dias numa clínica psiquiátrica.
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Nomes: Thays Duarte de Oliveira e
Carolina Costa
Curso: Letras / Espanhol
Período: 1º Periodo
Turno: Manhã
Professor: Erivelto Reis
Titulo do texto: Venha ver o por do sol II - O Anoitecer
Venha ver o pôr-do-Sol II – O anoitecer
Assim que atingiu o portão do cemitério, ele lançou ao poente um olhar mortiço. Ficou atento. Nenhum ouvido humano escutaria agora, qualquer chamado. – Acendeu um cigarro e foi descendo a ladeira. Crianças ao longe brincavam de roda.
A noite foi caindo e ele nenhum remorso sentia, soltou a fumaça do cigarro e se acampou no inicio da ladeira, garantindo a si mesmo que ela não escapasse. Seu ódio e rancor consumiam seu espírito e ele nem mesmo conseguia pregar os olhos.
- Não! – Ele recordava, e dava um sorriso de lado. Como se estivesse satisfeito, com a sensação de dever cumprido. Quando a madrugada chegou, levantou-se e foi a caminho das vastas arvores, andou por um tempo até encontrar a luz da cidade vazia, somente o vento que trazia a noticia da chuva. Sentou-se por um momento arfando e meio atordoado, mas mesmo assim não parecia arrependido. Foi então que ele ouviu uma voz suave que vinha de um beco escuro e sombrio, ele arregalou os olhos e seguiu a voz suave, dando passos rápidos e precisos. Parou na entrada do beco, deu um passo pra trás, tentando ver ou reconhecer aquela voz. E em alguns segundos a voz lhe falou:
- Oi Ricardo, o que faz aqui? – Ele lembrou-se da voz, balançou a cabeça como se não acredita-se, piscou os olhos apressado em acorda-los. E foi então que ele viu o que mais temia. Raquel, com os sapatos esportivos e a roupa desleixada como se estivesse caminhando a um longo tempo. Ela o olhou sem entender e continuou perguntando:
- Vamos Ricardo o que há? Porque está tão assustado? – Ela o balançou com força.
- Como...? – Ele se questionava.
- Como o que Ricardo? – Raquel já assustada. – Onde estava? Todos na cidade estão preocupados, Uma menina desapareceu desde cedo e ninguém sabe onde ela está. – Ela explicou.
- Uma menina? – Ele franziu a testa.
- Sim, a filha mais nova do seu vizinho, ele disse que ela saiu cedo toda arrumada, parecia que estava indo a um encontro. – Explicou.
- Não pode ser. – Ricardo levantou-se depressa, nem olhou para os lados e saiu correndo em direção as arvores, ele não acreditava e não sabia o que fazer, somente corria. Subiu a ladeira tão depressa que não poderia e conseguiria parar para respirar.
Avistou a capela já úmida pelo sereno e pegou a chave no bolso, apressou-se em abri lá com um pingo de esperança, entrou ali e viu agora bem claramente o erro que cometeu, a jovem menina morta, que sem esperança decidiu por si só se matar, um pedaço de folha enrolado no pescoço e amarrado em uma das gavetas altas. Talvez ela tivesse perdido as esperanças, por medo de nunca mais voltar a ver o pôr-do-sol.
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Claudeir Martins. 1° período turno da noite curso de graduação Letras: Português e Literaturas
VENHA VER O PÔR-DO-SOL
CONTINUAÇÃO DO CONTO.
Ele andava como se nada tivesse acontecido, com uma expressão serena,cantarolando e falando com os conhecidos daquele caminho.
Raquel continuava chorando e gritando, completamente aflita,bradando em alta voz:
- Ricardo, pare com essa brincadeira sem graça, estou implorando, pare meu amor!!
- Por favor, pare!!
Depois de algumas horas,ela chegou à uma visão. Ele não vêm mais.Cansada, a pobre mulher começou a analisar uma forma de sair de lá. Observou os cantos daquele ambiente assustador, portas e janelas e não encontrava nenhum caminho.
Sentou no chão, tremendo e muito turbada, passou à compreender que estava se relacionando com um monstro, um homem falso e insensato,que possuía um grande poder de manipular pessoas com a arte das palavras.
Ricardo por sua vez continuou com suas atividades normais, pois tinha acabado de sair da cadeia,e estava disposto à se vingar de Raquel,por não ter se casado com ele á vinte anos atrás.
logo que saiu da cadeia, foi complicado para arrumar um trabalho,pois tinha matado um homem e estava com um processo em andamento,por acusação de tráfico de drogas.Tentou de várias formas trabalho, mas com uma ficha suja, as empresa não o contratava.
Até que um belo dia, passando por um caminho,viu um anúncio de vaga num cemitério para coveiro,e aceitou.
Alguns dias depois, Raquel infelizmente veio à falecer por falta de alimento e água.
Parentes e amigos da mulher, preocupados com o desaparecimento, iniciaram então, um processo de busca, para encontrarem alguma pista de Raquel.E chegaram à resposta do mistério, Ricardo matou Raquel. A Polícia prendeu Ricardo, e todos os conhecidos ficaram triste com à morte dela, mas com consciência de dever cumprido.
Na prisão, teve que mudar de cela, e ficar completamente isolado de todos. Pois ficou maluco, e sempre alegava que ouvia uma voz o chamando. RICARDO ME AJUDA! ME AJUDA...
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Natacia Evilen Queiroz Araújo.
Letras - Português/Literaturas.
Fundação Educacional Unificada Campograndense
Oficina de Produção de textos - Professor Erivelto.
Continuação do conto: Venha ver o pôr-do-sol
Um novo pôr do sol
Ricardo parou delicadamente em uma lápide como se estivesse aguardando algo. Ficou por longos instantes olhando os últimos vestígios do pôr do sol. Sorriu de canto enquanto imaginara o destino de sua doce Raquel...
Dentro da catacumba, silencio profundo impregnava todas as paredes sujas, minutos antes, Raquel se contorcia em pavor e descrença ao ver a imagem de uma jovem pálida de fita azul nos cabelos desgrenhados se aproximando vagarosamente de seu corpo e uma força sobrenatural a puxando para baixo.
- Não é possível... Não... Você... – Balbuciava desesperadamente.
- Você está morta... Não pode ser... – Repetia pra si mesma na tentativa de estar num sonho bizarro.
A figura da jovem aumentava aterrorizantemente a medida que o pavor de Raquel crescia até que ,subitamente, mais um longo minuto de silencio...
- Não! – Gritou Raquel pela última vez.
Raquel sentia todas as veias de seu corpo estourar, a garganta sendo invadida pelo que pareciam grandes porções de ácido, não conseguia respirar... Era como se, uma mão apertasse obstinadamente seu peito de tal forma que não conseguia mais mover-se tamanha dor, seus olhos esbugalhados procuravam uma saída, só pode enxergar a fraca iluminação do sol que se punha lá fora... As lágrimas desciam convulsivamente num misto de dor e medo... Esvaindo todas as suas últimas forças, o corpo de Raquel tomba no chão...
Outro longo minuto de silencio... Todas as velas da catacumba acendem repentinamente. O corpo caído levanta-se delicadamente, caminha até um dos extremos do local como se soubesse exatamente aonde suas pernas a levariam. Abaixa-se e pega uma fita azul puída pelo tempo e a amarra em volta do pescoço. Um vento forte abre a portinhola de ferro. A mulher sobe as escadas olhando fixamente para fora. Caminha até a lápide onde Ricardo está...
- Você demorou... – Diz Ricardo enquanto toma a mulher pelas mãos.
- Não, você demorou em me arranjar um novo corpo. – Rebate a mulher enquanto caminha em direção à saída do cemitério.
- Não se zangue meu anjo, precisava de alguém que pelo menos tivesse os seus olhos para eu lembrar como você era todos os dias...
A noitinha começa enquanto Ricardo acrescenta:
- Que pena Maria Emília, o sol já se pôs, mas não se preocupe minha querida, daqui em diante teremos muitos outros.
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Alunas: Amanda Andreia de Alcantara e Camila Vitória de Almeida P. Silva
Curso:Letras/ Inglês
Período: 1° período
Disciplina: Oficina de produção de texto
Turno: Manhã
Venha ver o pôr do sol (final alternativo)
Uma réstia de sol vai entrar pela frincha da porta tem uma frincha na porta. Depois vai se afastando devagarzinho, bem devagarzinho. Você terá o pôr-do-sol mais belo do mundo.
Ela sacudia a portinhola.
–Ricardo, chega, já disse! Chega! Abre imediatamente, imediatamente! –Sacudiu a portinhola com mais força ainda, agarrou-se a ela, dependurando-se por entre as grades. Ficou ofegante, os olhos cheios de lágrimas. Ensaiou um sorriso.
–Ouça, meu bem, foi engraçadíssimo, mas agora preciso ir mesmo, vamos, abra...
Ele já não sorria. Estava sério, os olhos diminuídos. Em redor deles, reapareceram as rugazinhas abertas em leque. Boa noite, Raquel...
–Chega, Ricardo! Você vai me pagar!... – gritou ela, estendendo os braços por entre as grades, tentando agarrá-lo.
Pelo rosto fino e sedutor de Raquel transpareceu toda a angustia,transbordando seus sentimentos uma gota...outra gota,lágrimas começaram a percorrer em seu rosto e o sentimento de abandono foi inevitável,então uma luz diferente começa a preencher o lugar e a porta se abre e de pé a sua frente todo coberto de uma simetria de cores está Ricardo,com um sorriso cativante.
-Pensei que não fosse voltar,que fosse me deixar aqui para sempre!
-Jamais meu amor!
-Não entendo o motivo que te levou a me abandonar neste lugar Ricardo?!
-Só queria Raquel que você sentisse o que eu sinto quando estou longe de você!
-Venha Raquel, vamos sair daqui! Vou te levar para um outro lugar,esse você vai gostar!
Abraçados, ambos saíram do cemitério, mesmo abalada com o último passeio, Raquel resolveu deixar com que Ricardo a levasse para outro lugar, não muito longe da li atrás de uma cena deplorável da natureza estampada em um muro caído aos pedaços tinha um belo jardim onde os dois deitados entre belas flores e orvalhos ficaram até ao amanhecer trocando juras de amor para a eternidade.
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Fernanda Viana dos santos Barbosa
Letras - Port./Esp.
Primeiro período-manhã
Tema: VENHA VER O PÔR- DO- SOL
Final alternativo:
O arrependimento de Ricardo
Durante algum tempo, Ricardo ainda ouvia os gritos de Raquel e a cada passo que ele dava, era uma tortura pra ele. Pois, no fundo, não era aquilo que ele queria fazer.
Enquanto isso, Raquel já estava ficando aflita, o desespero já estava a consumindo sem saber o que fazer Raquel olhava pro lado e para o outro e não conseguia encontrar nenhuma solução para sair daquele lugar frio e escuro, já estava entrando em estado de choque.
Sentada ali naquela escuridão Raquel pensava "por que Ricardo está fazendo isso comigo, se ele mesmo disse que ainda me amava?"
Sem entender muito bem o porquê de isso estar acontecendo com ela, Raquel já não sabia, mas o que fazer desesperada tremendo de frio, ciente que poderia gritar e que ninguém iria ouvi-la.
- Então Raquel suspirou forte e ficou em silêncio.
Ricardo, já chegando ao portão, não ouvia mais a voz de Raquel, e naquele momento, ele olhou pra trás e logo o desespero veio.
Ricardo virou rapidamente e saiu correndo em direção à Raquel, desesperado e já arrependido, ele gritava:
- Raquel, Raquel!
- Meu amor, espera já estou indo te buscar!
E ao chegar lá Ricardo abre os portões e logo vê Raquel lá deitada naquele chão, chegando perto dela, pegou em seus braços sentiu Raquel fria.
- Raquel, meu amor acorde, vamos embora. E Raquel não respondia. Desesperado, percebeu que havia sangue na cabeça de Raquel, e que ela já não respirava mais.
Raquel, em seu desespero, havia se suicidado.
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Elaine Cristina
1º Primeiro Período de Matemática
Noite
Continuação (Venha ver o Pôr-do-Sol)
Raquel, desesperada, gritava:
- Por que esta fazendo isso comigo, Ricardo? Eu não sabia que você era tão vingativo! Confiei em você e olha só: estou abandonada dentro deste cemitério horrível. O que você quer? Castigar-me, me fazer sofrer,não suportou ser trocado, pois agora tenho certeza que fiz a escolha certa, não me arrependo.
Mas, aos poucos, foi caindo em si e viu que não adiantaria ficar gritando porque sabia que ninguém a escutava. Furiosa e, ao mesmo tempo, com muito medo, pensava em como sair daquela situação,
Abaixou a cabeça e começou a chorar.
O tempo estava passando e nada acontecia; foi quando ouviu um barulho e gritou:
- É você, Ricardo, Fala, é você?
Então ela o viu se aproximando e com os olhos cheio de lágrimas , pediu:
- Me tira daqui. Ricardo, por favor!
Ele respondeu enquanto abria a fechadura:
-Sim, eu vou te tirar desse lugar agora!
Ao colocar os pés fora daquele cemitério, sentiu-se aliviada, porém,magoada pediu a Ricardo que não a procurasse mais,então ele a tomou em seus braços e a beijou.
Por alguns instantes, pareceram um casal apaixonado, só que Raquel o empurra e o chama de louco,dando um basta em Ricardo.
- Não me procura, eu já fiz a minha escolha; então Ricardo se despede dizendo:
-Tudo bem, te deixarei em paz, só não sei se vou conseguir te esquecer. E foi embora.
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Final alternativo para o conto de Lygia Fagundes Telles, “VENHA VER O PÔR-DO-SOL”.
Aluno: Rogerio Rego Varella
Curso: Ciências Sociais
Período: 1º Período
Disciplina: Oficina de Produção de Textos
Turno: Noite
Soturno
Num breve momento Ricardo parou, observou as poucas casas que sobraram na penumbra. Todo aquele momento girava ao seu redor. A angustia lhe amargurava a alma e levantando os braços para o céu, fitando o infinito, sussurrou:
- Por que meu Deus, não pude viver esse amor? Olhou por onde havia passado e vislumbrou um lindo jardim iluminado em meio a escuridão, disse: - Me perdoe amor, fique com Deus!
Raquel sofria o seu martírio. Só agonia e dor, dividia o espaço com o som da sua respiração. O ar pesado aumentava seu desespero e a culpa tomou conta do seu coração.
- Que mau fiz a esse homem? O amei da forma mais carinhosa possível. Jamais o ignorei. Tentamos algumas vezes uma relação amorosa, mas, nunca passou de um grande companheiro e ótimo amigo. Era o momento mágico de nossa adolescência que sempre ficou guardado em meu coração. Não fiz sacrifício nenhum para vir vê-lo, sabendo da sua dor, na fase tão difícil de uma doença incurável, não podia lhe negar este último encontro.
Sem forças para lutar contra o seu iminente destino, Raquel suplicava a Deus:
- Senhor, o que me causa mais dor é a falta que meus filhos sentirão de mim. Dê forças ao pai delas, homem bom, exemplar, amor da minha vida; para que minha família siga o seu destino na minha ausência. Seus olhos fecharam, sem resistência. Silêncio profundo.
Uma luz ao fundo se intensifica lentamente, tomando conta do seu rosto e num intenso esforço, Raquel reabriu os olhos. Havia um vulto na luz embaçada que aos poucos foi se desenhando o perfil. As lágrimas lhe inundaram os olhos no silêncio do quarto.
- Está tudo bem agora querida. Disse Armando, seu marido. - Fiquei indeciso, se deveria lhe acordar. Estava inquieta e soluçando, fui preparar-lhe um chá e deixei uma pequena fresta de luz, na esperança de trazê-la de volta.
Um som bem familiar, a fez dirigir-se à janela com grande ansiedade. Inundando o quarto de luz, ao abrir a janela, um leve sorriso lhe encantou a face.
-Olha pessoal! Alardeava do quintal, a presença de Raquel na janela, uma jovem mulher.
- Mamãe acordou! Gritavam as crianças em estripulias, mandando beijos.
Raquel voltou-se para Armando lhe fixou o olhar, feliz e ao mesmo tempo confusa, ávida por uma explicação.
- Quando voltamos do enterro do seu amigo, dispensei a sua irmã, mas, você sabe, quando as crianças estão com ela todo o tempo do mundo é curto. Talvez, ela seja mais criança que nossas filhas. Aproveitei para conduzi-la ao quarto para que pudesse se restabelecer.
Ao encostar a cabeça sobre o peito de Armando, Raquel suspirou profundamente, feliz por ter retornado à realidade, comentou: - Querido, que destino teria se não nos amássemos tanto?
- Não faço ideia querida, nem imagino como seria viver amando sem ser amado. Raquel, fixando o olhar ao longo do infinito, diz ao céu:
- Sou a mulher mais feliz do mundo!
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Faculdades Integradas Campo-grandenses
Nome: Jorge Adrihan e Julieta Kraiselburd.
Curso: Letras-Espanhol
1º Periodo- Turno manhã-
“O ressoar das vozes”
“Te mostrarei o pôr do sol mais lindo do mundo”. Aquela frase ressoava na cabeça de Raquel fazendo um eco tortuoso sobre o silêncio sepulcral. Sumida dentro da escuridão mais absoluta, começou a apalpar o chão num ato puramente instintivo de sobrevivência. Com suas últimas forças escreveu um V, talvez seria seu anseio mais obscuro. A terra seca entrava por entre suas unhas longas, apenas podia se movimentar. De repente, um buraquinho de luz começou a abrir-se espaço cada vez mais e mais. Parecia o mesmíssimo sol aparecendo e clareando tudo a seu redor, seus olhos ofuscados se fecharam.
Dizem que as almas do cemitério abandonado andam sempre errantes pelos cantos do lugar. São almas que não são nem do céu nem da terra, como se encontrassem uma dimensão intermediária. Cada tarde no mesmo horário, acordam do seu longo letargo para viver e relembrar suas últimas horas de vida. Isso acontece sempre antes da chegada do pôr do sol. Crianças ao brincarem de roda às vezes escutam ao longe uma voz ressoando vingança.
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Fundação Educacional Unificada Campograndence
1° Período: Letras (Português/Español).
Turno: Manhã.
Aluno: CHARLES SOARES DA SILVA/ERICA LOURENÇO COSTA.
Assunto: FINALIZAÇÃO DO CONTO DE LIGYA FAGUNDES TELLES
Um amigo inesperado
Um velho coveiro que trabalhava naquele cemitério estava presenciado toda a cena que ali acontecia. Quando o humilde coveiro viu Ricardo ir embora. Ele foi ate a portinhola e pediu que Raquel ficasse calma que ele a ajudaria sair.
O velho coveiro foi à procura de um machado que ficava guardado em um quartinho escondido no cemitério. Ao voltar... Ele quebrou a fechadura que Ricardo havia colocado e foi ao encontro de Raquel. Quando chegou ela estava desacordada, tomando-a em seus braços ele a levou para fora. Ao sair pediu ajuda a uma daquelas crianças.
Varias pessoas ficaram sabendo do fato e foram ajudar o pobre coveiro a cuidar de Raquel que aos poucos foi recobrando a consciência. Raquel se recuperou e como nada tivesse acontecido foi à procura de Ricardo na pensão em que o mesmo morava e sem que ele percebesse: “abre a porta e o esfaqueia pelas costas e foge sem que ninguém a veja”. Logo após vai ao encontro do namorado e tendo sua viagem já programa dias antes do encontro com Ricardo embarcam juntos para o Oriente.
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Gabriela Gaia - Turma de Pedagogia (1º periodo-Noite)
O Sol como testemunha
...
Mas o que Ricardo não esperava, era que ao ir caminhado pela rua, um sentimento de culpa misturado com o amor que sentia por Raquel, iria incomodar, lembranças da paixão tórrida, das noites de amor e as declarações diárias trocadas por ambas, veio a mente, parou em uma praça no final da rua, sentou e se perguntou: toda aquela raiva e sentimento de vingança estava valendo a pena? Iria conseguir seguir sua vida sabendo que, apesar de tudo que houve, deixou a mulher de sua vida abandonada em uma capelinha abandonada no meio da nada? Começou a andar de um lado para o outro, ao mesmo tempo que tentava seguir em frente, mas, passou a mão na cabeça , e naquele instante esqueceu todo aquele sentimento de raiva e sede de vingança e se deixou levar apenas pelo amor que sempre teve por Raquel, e percebeu que aquilo não iria apagar passado e apenas iria deixar uma consciência pesada para o resto de sua vida, e naquele instante saiu correndo o mais rápido que pode. Naquele mesmo instante, Raquel gritava com todas as forças que podia ate perceber que seria em vão, e perceber que o único homem que amou de verdade a deixou abandonada junto com seus pensamentos e sentimentos ate se encontrar com a morte, a medida que gritava ia perdendo as forças ate que foi perdendo os sentidos e pra ela nada mais fazia sentido e apenas se entregou a morte, porem pedindo perdão mesmo sabendo que Ricardo não estava mas ali, porem queria ter a certeza que pode se arrepender de todos os erros que cometeu. Ricardo entrou cemitério a dentro, pedindo que ainda encontra-se Raquel viva, chegou a velha capelinha e encontrou Raquel desfalecida, por um momento, seu coração acelerou, porem percebeu que ainda respirava, levou-a para fora, alisando seus cabelos, percebeu que ao lado havia uma pequena poça de água e pegou um pouco em suas mão e foi jogando levemente no rosto de Raquel, que aos poucos foi recobrando os sentidos, mesmo fraca. Ela o olhou e naquele momento esqueceu tudo que viveu ate ali e o beijou intensamente, e ele a retribui, pois tudo que mas queria naquele momento era te-la em seus braços novamente. Raquel parou, respirou fundo e falou: te amo e nunca deixei de te amar, que se dane o luxo e a riqueza, o que importa e o sentimento que tenho por você e que sei que tem por mim. Ricardo, com lagrimas em seus olhos, falou: vamos recomeçar de onde paramos e viver o amor que temo um pelo outro, e assim Ricardo a levou para ver o amanhecer mais lindo e romântico de suas vidas, fazendo juras de amor tendo o Sol como testemunha daquele amor único e verdadeiro.
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Aluno: Viviane dos Santos Carvalho
Curso: Pedagogia
Período: 1º Período
Disciplina: Oficina de Produção de Textos
Turno: Noite
Dúvidas
(...) Até que em determinado momento não se ouvia mais gritos. Será que Raquel morreu? Será que conseguiu abrir a porta e fugir?
Aquela dúvida estava apertando o coração de Ricardo. Ele não estava se reconhecendo, não entendia o porquê de tanto rancor e mágoa em seu coração.
Decidiu subir a ladeira, passar novamente pelas crianças que brincavam de roda, entrar naquele velho cemitério abandonado e ver o que de fato acontecera à sua amada.
Parou em frente à porta, pensou se estaria fazendo a coisa certa. Sentiu seu coração pulsar mais forte e lágrimas rolaram pelo seu rosto. Viu que amava aquela mulher, e matá-la, não mataria o amor que sentia por ela.
Abriu a porta e viu sua amada no chão, desmaiada. Pegou-a nos braços, e viu que ela ainda respirava. Desceu a ladeira, levando-a para ver o pôr-do-Sol, dessa vez em uma cama de hospital.
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Nome: Jeremias Mendonça Wanderley Filho
Curso: Lic. Informática
Período: Primeiro
Disciplina: Oficina de Produção de Texto
Turno: Noturno
Assim como a distância, até certo ponto romântica, forjada pelo tempo, por caminhos trilhados em direções opostas, pelo antagonismo social, Raquel agora estava convicta de que a tentativa de reaproximação com Ricardo havia fracassado e a distância, com um pequeno e crescente sentimento de ódio, aumentava proporcionalmente com as sombras que aumentavam naquele entardecer.
Confusa, sem condições para coordenar o turbilhão de pensamentos que, semelhante a uma película de um filme sendo rebobinado, a imobilizava, Raquel concluiu que deveria poupar suas energias, pois embora tudo aquilo parecesse uma brincadeira estúpida e de mau gosto que logo terminaria, ela se lembrava do momento em que aquele pesadelo iniciara. Vinha à sua mente a viagem fabulosa ao Oriente, a aparência de Ricardo, esguio, magro, o surrado blusão azul marinho, os cabelos crescidos e desalinhados, embora mantivesse o jeito jovial de estudante, aquela composição também poderia ser a de um lunático, algo que agora lhe parecia ser o mais provável.
Caiu a noite, como um denso manto negro, não lhe dava alternativas, tudo lhe parecia assustador, animais noturnos começavam a sair de seus esconderijos, e o som produzido lembrava passos. Corujas produziam sons semelhantes a sussurros... Ali imóvel, Raquel prendia a respiração, fechava os olhos; porém, a sensação que tinha era que milhares de olhos a observavam sorrateiramente.
Por um momento, tentou conter as lágrimas que insistiam em rolar, totalmente fora de seu controle e o frio que, como lanças pontiagudas, lhe penetrava na pele, embora tivesse a certeza de que naquela noite sua ausência seria notada.
Raquel tremia muito mais em imaginar quanto tempo poderia resistir, até que alguém pudesse lhe encontrar, talvez isto nunca acontecesse. Por outro lado, ela se culpava, por ter alimentado, por tantos anos, uma paixão utópica que jamais daria certo, por ter sido tão leviana em aceitar um convite de quem julgava ser romântico, um pôr-do-sol no cemitério, e que nunca teria condições de lhe oferecer uma fabulosa viagem ao Oriente.
Como pôde ser tão tola a ponto de não notar os traços de desequilíbrio em Ricardo?! Sua passionalidade em declarar seu amor em um local tão funesto, mesmo sabendo que ela já não nutria o amor que sentira no passado. Embora o cansaço fosse imenso, Raquel sentada no chão daquela velha cripta, não conseguia dormir, na verdade seu desespero só seria atenuado se ela conseguisse tragar um cigarro.
Longe dali, aquela noite se desenhava longa, também para outras pessoas, Ricardo, mais uma vez sendo observado pelo buraco da fechadura, pela dona da pensão, não pregava os olhos. No seu velho Motorrádio com a tampa quebrada, deixando à mostra as pilhas amarelas, ouvia atentamente o noticiário da Rádio Nacional, que já relatava o sumiço de uma mulher, que se chamava Raquel, esposa de um rico industrial do ramo de couro. Um taxista havia se apresentado como testemunha, e falou de uma passageira a quem transportara até as imediações de um velho cemitério com aquelas características.
Ricardo, começava a se sentir ameaçado, pois a testemunha se detivera por alguns minutos no local do desembarque, até por achar estranho, uma senhora tão bem vestida descer naquele lugar e não pedir que a aguardasse, e a viu seguir rumo ao velho cemitério, onde um homem com características pouco comuns a aguardava. Já era quase meia noite e aquela notícia deixara Ricardo completamente transtornado, fato notado pela “Medusa”, sua senhoria. De um salto só, ele subiu na cama pegou uma velha mala e começou a arrumar suas roupas.
Na velha cripta, Raquel tateava pelo chão, seu objetivo era alcançar sua bolsa, deixado em algum lugar naquele espaço, as folhas secas que se amontoavam pelo chão, faziam um barulho solitário, rompendo aquele silêncio sepulcral. Ao passar a mão sobre velha lápide, Raquel finalmente encontrou a bolsa, como é comum as mulheres, se deteve por alguns instantes tentando encontrar o porta-cigarros e a caixa de fósforos, ao encontrar, acendeu um fósforo e por alguns momentos, tudo lhe parecia ainda mais assustador, o vento movimentava a chama, e dava a impressão que tudo se movia em sua volta, o cenário aterrador logo foi interrompido, pois o vento cortante apagou a chama, como a noite se revelava longa, Raquel teve a ideia de juntar parte das folhas secas, que formavam uma espécie de cobertura no chão e fazer uma fogueira, além de aquecê-la, serviria como um perfeito sinalizador, em instantes o centenário do jazigo estava iluminado e aos poucos ia sendo aquecido, a velha medalha desbotada continuava inerte enquanto pequenas aranhas e insetos que habitavam entre as folhas secas corriam desesperadamente ante o aquecimento repentino, para uma dama da alta sociedade Raquel se adaptava bem e começava a vencer o medo.
Na pensão de malas prontas, Ricardo foi interpelado pela “Velha Medusa” que, ao notar seu comportamento estranho, pediu auxílio policial, nada causava mais indignação à velha senhora, do que alguém deixar seu estabelecimento sem pagar o que lhe devia. Ricardo, visivelmente transtornado, mostrando um desequilíbrio comum aos psicopatas, ainda tentou fugir por uma porta lateral, porém foi imediatamente dominado por policiais da guarda civil, chamados para a ocorrência,
- Eu a amava, eu sempre a amei, vivemos juntos por um período e ela sempre me humilhou... Eu quero que ela apodreça lá! Repetia Ricardo convulsivamente.
- Minha senhora do que se trata? A senhora nos chamou para uma ocorrência de recusa de pagamento, e agora encontramos este indivíduo transtornado, como senhora explica isto?
- Doutor, longe de mim fazer fofoca, mais me pareceu que ele ia fugir sem pagar o que me deve, ele ficou falando coisa com coisa, depois da notícia das onze, aquela da dona que sumiu.
- Vamos levar o senhor para averiguação.
Após se dirigirem para o local que o taxista descrevera, já quase três horas da madrugada, foi iniciada uma busca no velho cemitério por uma pequena equipe de policiais, sendo uma ocorrência pouco comum, juntaram-se a equipe de policiais, vários repórteres, a revista O Cruzeiro, que faria uma cobertura com duas páginas contava com uma equipe de oito profissionais, entre eles dois fotógrafos e um iluminador, tanto esforço foi recompensado e já caminhava para as cinco horas quando finalmente uma claridade improvável foi avistada por um dos repórteres, o que levou todos em direção da cripta mau iluminada, Raquel já ouvia o canto dos rouxinóis anunciando o alvorecer, com a movimentação rapidamente se levantou, e reunindo as forças que lhe restavam gritou, até que a velha grade foi arrombada e finalmente voltou ao mundo dos vivos.
Um dos guardas da equipe lhe cobriu com sua jaqueta, o frio ainda era insuportável. Ricardo havia sido levado para uma clínica, pois estava extremamente agressivo. Após ser medicado, foi conduzido à delegacia. Havia um depoimento que levantava suspeitas sobre sua participação no crime sofrido pela esposa do industrial, embora ela ainda estivesse sob estado de choque, este estado, era na verdade um álibi, para protelar as devidas explicações sobre os motivos que a levaram a ir, espontaneamente, àquele lugar.
Raquel explicou ao esposo que já havia estado naquele lugar antes, e que era comum ver crianças muito humildes brincando próximo ao cemitério. Sua intenção era fazer um reconhecimento de quantos eram aproximadamente, e tentar recolher algum donativo para eles, ao chegar ao local foi surpreendida por um sujeito estranho que, sob ameaça, a levou para aquele fétido lugar.
Ao se apresentar na delegacia, para prestar seu depoimento, o delegado lhe falou sobre um suspeito, e pediu que fosse feito um reconhecimento.
Raquel, que até então não sabia do destino de Ricardo, sentiu um frio maior que o que sentira duas noites antes. Ricardo, como um morto vivo, estava ali, frente a frente na delegacia, para seu reconhecimento. Ainda sob efeito dos remédios, aparentava uma inquietante passividade.
- Dona Raquel, a senhora reconhece este homem como sendo a pessoa que a ameaçou, e a aprisionou no cemitério ?
Após um breve silêncio de séculos, ela respondeu:
- Não doutor, nunca vi este homem antes.
Agora, Raquel tinha uma certeza: aquela viagem ao Oriente seria o remédio necessário para tratar aquele trauma, e Ricardo, aquele a quem um dia ela amou, a esquizofrenia havia sepultado para sempre.
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Aluna: Michele Gonçalves Pereira
Curso: História
Período: 4 Período
Disciplina: Oficina de Produção de texto
professor: Erivelto Reis
Turno: Noite
Venha ver o pôr-do-sol: Continuação
Raquel, sem acreditar no que estava acontecendo se desesperou e não sabia o que fazer.
-Senhor, meu Deus, me ajude a sair daqui. Envie alguém que possa me ouvir e me tirar deste lugar sombrio e aterrorizante.
Enquanto Ricardo se foi atormentado sem saber o porquê de ter feito tal coisa. Durante o acontecimento não se sabe propriamente o motivo de dois homens
passarem pelo local e logo ouviram o clamor de socorro que é dado por Raquel. Então eles rapidamente correm e a libertam daquele terrível lugar frio e escuro. Ela explica o que tinha acontecido para os rapazes e os mesmos o levam para a casa. No outro dia, Raquel vai até a delegacia e denuncia Ricardo, ao chegarem na casa do acusado então logo descobrem que Ricardo está enternado no hospital após ter uma crise de epilepsia, e ao conversar com os médicos Raquel descobre que Ricardo tem dupla personalidade, ou seja, ele era bipolar.
-É por isso que ele fazia coisas sem sentidos de esquecer muitas vezes o que fazia e sem saber o porque de muitas facetas, disse Raquel!
E com isso Raquel decidiu ajudar ao seu amor e agora amigo.
E ao passar do tempo, Ricardo, com a ajuda da amiga, conseguiu se tratar e sair do hospital. Logo Raquel se casou e Ricardo foi seu padrinho de casamento.
66
Alex Sandra Santos da Silva
Letras. Português/ Literaturas
1º Período.
Por Amor, me arrependo
Raquel, ao ver Ricardo indo embora e a deixando naquele lugar horrendo, gritou:
- Volte! Prometo-te minha minha vida e o meu amor eterno!
Ricardo, ao ouvir suas promessas de amor volta-se para trás e diz:
- Agora é tarde! Durante anos vivi preste a morrer por ti, agora mando-te para morte e que eu volte à vida!
Raquel se viu em meio a solidão daquele túmulo sombrio quase a beira
da morte, até que, no silêncio do anoitecer Ricardo volta arrependido e a
deixa sair. Ela tremendo de pavor corre em direção à saída e escuta do
seu apaixonado:
- Vá sejas livre.
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Aluno: Marcio Francisco de Santa Anna
Curso: Matemática
1º Período - FEUC
Texto: VENHA VER O PÔR-DO-SOL
Lygia Fagundes Telles
Professor: Erivelto Reis
Despedida ao pôr-do-sol
Pensou em Ricardo - "como o ser humano pode ser tão louco?",
por algum tempo achou que poderia ser uma brincadeira, que logo
voltaria rindo, depois ficou com medo que voltasse e lhe fizesse algum
mal.
Pensou que logo sentiriam a sua falta e lhe
procurariam. Mas como a encontrariam naquele lugar escondido e
distante de tudo?
No meio da escuridão ouviu um
barulho, parecia um animal pequeno talvez um rato, lembrou-se de sua
bolsa, pegou um fósforo e ascendeu, a ratazana correu assustada,
Raquel ficou toda arrepiada . Encontrou alguns pedaços de vela, uma
garrafa de plástico e um pedaço de pano velho. Ascendeu um pequeno
pedaço de vela e guardou os outros . Estava encolhida em um canto
protegendo aquele minúsculo pedaço de vela chegou a se queimar tentando
se aquecer, era inútil. Passava o tempo queimando tudo que tinha e
encontrava: a bolsa, o pente, o perfume em uma desesperada tentativa de
sobreviver .Acendeu o último cigarro, seu corpo
tremia de frio e medo. A temperatura caía drasticamente. Sentiu-se fraca
lutava para permanecer acordada, pois tinha medo da hipotermia .
Em
certo momento da noite, sucumbira ao cansaço seus olhos fecharam por um
certo período, quando lentamente voltaram a se abrir notou um pequeno
feixe de luz que entrava pelos vãos da porta, estava amanhecendo.Escutou um cachorro latindo e raspando a porta, ouviu
vozes, começou a gritar desesperadamente, escutou uma batida forte na
porta, a porta se abriu e a claridade lhe ofuscou os olhos. Logo se
sentiu amparada, aquecida, palavras carinhosas de incentivo lhe
chegaram aos ouvidos .
Quando acordou novamente
estava assustada, parecia despertar de um pesadelo, ouviu uma voz
carinhosa que logo reconheceu era sua mãe que lhe segurava a mão, e
acariciava sua cabeça, seu pai estava sentado e logo levantou e lhe
deu um beijo, neste momento se acalmou e sentiu que esta realmente
salva.
Alguns dias depois, quando estava melhor,
perguntou à sua mãe como a encontraram, e então soube que fora o próprio
Ricardo que ligou para polícia e informou o local do cativeiro. Parece
que se arrependeu. Soube também que encontraram o corpo dele, já sem
vida em um quarto de uma pensão do subúrbio. Ao lado do corpo estava
uma carta de despedida.
A raiva que sentia e todo
sofrimento que passara deu espaço a um sentimento de pena e carinho,
tentou entender o que levou Ricardo a tomar aquela atitude de
insanidade lembrou-se dos momentos felizes que passaram juntos.
Quando olhou pela janela do quarto viu o sol se esconder por de trás
das montanhas, pensou- cretino jamais vou te esquecer.
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NOMES:
Camila Ribeiro Coelho,
Carlos Roberto de Moura e
Rosimere Braz.
Período: 1º
Curso: História (manhã)
Brincadeira de Criança
-Saiam do meio do mato crianças, agora, já!
-Poxa, pai!
-Vou lá fala com vô Antônio!
Cinco minutos depois...
-Pai, pai, vô Antônio tá te chamando!
-Bença pai!
-Deus te abençoe, filho. Que história é essa, de você
proibir as crianças de brincar de esconde-esconde?
-Mas pai, é perigoso brincar no meio do mato, em pleno
século XXI.
-Pedro, chama as crianças aqui agora!
-Pedro e crianças eu vou contar pra vocês, uma
história que aconteceu em 1958. O sol estava quase se pondo, era quase noite, quando Zezinho
Caolho, "que Deus" o tenha , veio correndo e disse: -"Gente,
gente, ouvi voz de mulher saindo de dentro do túmulo. "Todo mundo pensou que fosse fantasma, saimos
correndo para contar aos nossos pais. Eles foram ver o que estava acontecendo.
Realmente era uma mulher, trancada dentro do túmulo. Depois que a porta foi
arrombada, ela saiu correndo sem falar com ninguém. A gente nunca soube quem
ela era.
-Que história legal, vô Antônio!
-Vocês sabiam que naquele dia a gente brincava de
esconde-esconde dentro do cemitério?
E todos riram
por um bom tempo e as crianças voltaram a brincar no meio do mato.
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Alan Carlos da Silva
1º perído - Manhã
Curso: Português/Inglês
Ricardo continuava a escutar os gritos de Raquel no momento em que trancava as portas da pensão, perguntando-se: "Será possível mesmo a quilômetros de distância ainda consigo ouvir Raquel, de que maneira?"
Mesmo sem resposta a sua própria pergunta, voltou
seus pensamentos até o cemitério, onde imaginou Raquel com a respiração
ofegante, e com seus olhos cheios de lágrimas implorando para ser
libertada.
Naquele
instante, Raquel, dentro do mausoléu estava perplexa com o abandono de
quem dizia que a amava, esperando o inevitável, e lembrando-se das últimas
palavras de Ricardo; dizendo que no final do dia pelas frestas das
janelas
entraria, mesmo sendo por alguns segundos, o pôr-do-sol mais lindo visto
por ela; fechou as pálpebras calmamente, sentou-se no degrau da escada e
pensou em toda sua trajetória de vida, e sobre o que tinha feito, e
passado, ou desejado percebendo-se que sempre ignorou as pessoas, o
semelhante, com sua petulância e palavras; com seus últimos suspiro de
arrependimento pediu desculpas a todos, sofreram com isso durante toda
sua vida, e redimindo-se para morrer sem culpas e tranquila com Ricardo,
pois sabe que o ato realizado veio a motivo de caráter reflexivo, e
corretivo.
- Ricardo, te amo,
e sempre te amarei desculpa-me por várias idiotices, e soberbas por não
saber reconhecer todos os seus esforços pelo nosso sentimento.
- Adeus!
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Amanda de Jesus Soares Moura
1° periodo 2013 Letras/Espanhol
Suspense de família
Ricardo desejou boa noite a sua querida Raquel e pediu que ela não sentisse saudades dele. Foi andando lentamente até a saída do cemitério onde jogou a chave da porta da catacumba onde a trancou pelos ares.
Durante certo tempo, enquanto andava em direção a ladeira, ainda se ouviam os gritos de Raquel , mas logo foi abafado e não se ouvira mais nada. Ricardo encontrou crianças brincando de roda, desceu a ladeira e voltou ao seu verdadeiro lugar no mundo, o qual até hoje ninguém sabe, como também não sabem o que aconteceu naquele misterioso dia.
E assim, uma jovem senhora saia do obscuro cemitério, contando a sua neta uma antiga história, quase uma lenda, que acontecera em sua família.
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Aluna: Mirian Faria Porto
Matemática - 1° período - noite
O fim de uma história de amor
Raquel pouco
conseguia ver através das lágrimas e da escuridão. Ela não conseguia acreditar
no que estava acontecendo! Como um encontro com a pessoa que ela amava poderia
acabar daquele jeito, trancada num mausoléu, no meio do nada?
Num ato
desesperador, Raquel desmaia e acaba tendo um sonho. “NÃO, NÃO!”, gritou
Raquel, abrindo os olhos. Ela sentou-se na cama e percebeu que estava em seu
quarto. Tudo não passara de um sonho, um maldito pesadelo! Aliviada, Raquel
levantou e foi ao banheiro. Lavou o rosto e bebeu um copo d’água. Voltou para a
cama, ainda trêmula devido ao pesadelo e fechou os olhos. Ao abri-los
novamente, viu que estava de volta ao mausoléu e que tudo ali era real.
Raquel voltou a
gritar, mas não havia ninguém para ouvir. Talvez Ricardo, o sádico, estivesse
assistindo através de alguma câmera. Sua aparência de roupas rasgadas e sujas e
pele arranhada em nada lembrava a bela mulher que chegara àquele maldito lugar
com Ricardo horas antes.
Sem conseguir
entender a razão por trás de tudo aquilo, Raquel apanhou o isqueiro deixado por
Ricardo e o acendeu. Precisava encontrar uma maneira de sair daquele lugar! A
pesada porta de ferro não cedia às suas tentativas, nem mesmo aos vários
arremessos de uma pedra pesada encontrada no salão.
Sentiu-se
impotente e começou a chorar. Nem mesmo a raiva que sentia de Ricardo era
suficiente para lhe dar mais forças. Não havia saída, se deu conta. Ninguém
onde ela estava. Raquel morreria ali, sozinha, na escuridão.
Ela sabia que
não resistiria muito tempo. Todo mundo já tinha visto algo assim em algum filme
horrível de terror: sem água e comida, estaria morta em poucos dias...
Raquel abriu os
olhos. Era a mesma coisa que mantê-los fechados na completa escuridão do
mausoléu. Tentou acender o isqueiro, mas não conseguiu. O fluido acabara hora
antes. Ou talvez dias. Não tinha mais certeza de nada. O tempo não parecia
importante ali e, sem nenhuma fonte de luz natural, não fazia ideia de quanto
tempo passara. Não conseguia nem mais chorar.
Uma manhã,
Raquel não abriu os olhos. Era o fim.
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Edna Gonçalves
Aluna 1º período letras - Literatura
FEUC
O Último Adeus
Foi erguendo o olhar, até a chave que ele balançava pela argola,olhou diretamente nos olhos d'ele, com um misto de medo e tristeza.
-Ricardo, o que você está fazendo? Me deixe sair daqui, por favor. Ele olhou para ela através da grade, lembrando dos momentos que passaram juntos. Momentos que não voltariam,que ficariam apenas em suas lembranças. Ela estava diferente,ele também mudara, e não tinha nenhum direito de interferir em sua vida.Voltou-se então com as chaves na mão e abriu a fechadura.Subindo as escadas correndo, ela gritou ofegante:
- Como pôde fazer uma brincadeira dessas comigo, Ricardo?
-Tem razão, meu anjo. Disse ele com um meio sorriso, foi mesmo uma brincadeira estúpida. Vá! Disse olhando tristemente para sua amada, vá para o seu pequeno mundo.
Prometo que não te importunarei mais, seja feliz se isso lhe for possível. Ela o olhou, e naquele momento percebeu quanto tempo tinha perdido. Virando o rosto, desceu a ladeira sem olhar para trás. Lá ao longe na porta do cemitério Ricardo ficava a contemplar, o pôr-do-sol.
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Francisca Sheilha da S. A. Fernandes
Curso: Letras/ Espanhol
Turno: Noite
Infidelidade
Ele esperou que ela chegasse quase o trinco da portinhola de ferro. Então deu uma volta à chave, arrancou-a da fechadura e soltou para trás.
-Ricardo abre isto, imediatamente! Não estou brincando meu amor, por favor, prometo que vou ficar só com você, não me deixe aqui sozinha, eu tenho medo agora é serio Ricardo, deixarei tudo por você...
Com um olhar tristonho e ao mesmo tempo de desprezo, Ricardo pensou por um minuto em salvar a mulher a quem sonhou casar-se e formar uma família, mas lembrou de quando deixara sem ao menos uma explicação.
-Ricardo eu ainda te amo.
Nesse momento, Raquel lembrava-se de seus momentos mais felizes com Ricardo, que chorava em altos soluços, os últimos.
-Por favor... Eu só queria uma vida sem misérias a qual você não poderia me oferecer.
Ricardo ainda meio embaraçado em seus pensamentos limpou a lágrima que descia como fogo de seus olhos, guardou a chave em seu bolso lentamente, deixando o cemitério.
-Alguém me ajuda socorro! Ricardo, porque você está fazendo isso comigo?
Em seus últimos momentos, Raquel via cenas de sua vida e tentava lembrar-se por que de um encontro em um cemitério abandonado, ainda na esperança de ser salva.
-Meu pai! Ricardo já havia planejado tudo e por isso perguntou se gostaria de encontrar tudo limpinho, com flores nos vasos, velas, as suas raízes, o pó...
Depois que saiu do cemitério, Ricardo encontrou o esposo de Raquel, a quem entregou a chave que deixara sua amada trancada para sempre.
-Aqui está exatamente como você me pediu.
-Ela está morta?
-Há essa hora não conseguiria sobreviver.
-Cretina! Depois de tudo que a fiz por ela me traiu com você.
-Mas não tínhamos mais nada um com o outro.
Certo dia a vi enviando uma mensagem dizendo que estava com saudades de você foi insuportável, logo investiguei onde você morava... Mas enfim foi fácil fazer você acabar com aquela mulher que acabou comigo.
-Mas que mensagem? Não recebi nada de Raquel há muito tempo.
-Pare com esse cinismo rapaz, foi o homem a quem Raquel amou a e vivia um romance as escondidas.
-Por favor, repito não estou entendendo, a última vez que vi Raquel, ela havia ido até meu apê oferecer dinheiro para mim ajudar, mas não aceitei.
-Você acha que sou algum bobo rapaz, não é você o Mário?
Ricardo saiu desesperado correndo, não conseguia conter o choro, suas lágrimas corriam quentes em seu rosto e seu corpo tremia sem parar não pensava em outra coisa a não ser salvar Raquel.
-Raquel, Raquel!
Chegando ao cemitério Ricardo tentou arrebentar a fechadura tirando uma cruz de ferro que ficava ao lado batendo fortemente, mas não conseguiu , olhou e chamou com toda força que ainda restava, Raquel estava morta. Ele ficara do lado de fora chorando e a chamando.
-Meu amor me perdoa, eu não queria fazer isso com você, mas não tive escolha eu ou você. Foi uma fraqueza minha linda tentei viver os melhores momentos com você.
Um vento muito forte cessou... Uma estátua velha caiu sobre Ricardo e assim ele também foi ver o pôr do sol.