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Blog para apresentação de textos e desenvolvimento de práticas relacionadas à produção, manipulação, seleção, gerenciamento e divulgação de trabalhos de confecção de textos dos alunos e alunas e/ou dos materiais, projetos e pesquisas produzidos pelo Professor Dr. Erivelto Reis, mediador, orientador e coordenador das atividades desenvolvidas no Blog, que tem um caráter experimental. Esse Blog poderá conter textos em fase de confecção, em produção parcial, em processo de revisão e/ou postados por alunos em fase de adaptação à seleção de conteúdo ou produção de textos literários.

domingo, 28 de junho de 2026

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum Completo - Volume 5 - Produzido por Erivelto Reis

 Poesia Brasileira MusIcAda - 

Álbum Completo - Volume 5 - 

Produzido por Erivelto Reis  

 

Publicado originalmente em 2 de ago. de 2025

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum completo - Volume 5 [julho/agosto - 2025] (Projeto educacional - audiolivro - sem fins lucrativos) Poemas da Literatura Brasileira musIcAdos com recursos de IA, visando à formação de público leitor no Ensino Médio. Prof. Erivelto Reis - 2025. Projeto Euterpe, Erato & Erivelto Reis. Idealização, Repertório e Produção: Erivelto Reis Ficha técnica: Imagens criadas com Prompts no Copilot e Gemini: Espaços do imaginário, (um céu de baunilha) e da afetividade lúdica no sul do Brasil em interação com o disco de vinil, símbolo do projeto, em versão digital. Edição de áudio: Programa Audacity Produção de vídeo: Programa Canva Edição e criação de imagens: Gemini e Copilot Produção das faixas: Suno 00:00 Cinco movimentos I – Ivan Junqueira – Em memória de Cícero Sandroni 03:56 Como ser outra – Astrid Cabral – Para Ana Maria Gonçalves 07:15 À Carolina – Machado de Assis – Para Eucanaã Ferraz 10:28 Poema do insolúvel – Lara de Lemos – Para Marcélia Cartaxo 13:47 Motivo – Cecília Meireles – Para Fernanda Montenegro 16:28 Redondamente enganada – Lélia Coelho Frota – Para Anélia Pietrani 19:18 A canção da felicidade – Onestaldo de Pennaforte – Em memória de Milton Gonçalves 21:36 Depois de tudo – Cassiano Ricardo – Para Amílcar Araújo Pereira 24:02 Adormecida – Castro Alves – Para Américo Mano 27:13 Passeio 20 – Hilda Hilst – Para Maria Fernanda Alvito de Souza Oliveira 30:32 Amor Feinho – Adélia Prado – Para Will Tom Bônus: 32:27 Cinco movimentos I – Ivan Junqueira – Em memória de Jô Soares

 

Poesia Portuguesa MusIcAda - Álbum Completo - Volume 5 - Produzido por Erivelto Reis

 Poesia Portuguesa MusIcAda - 

Álbum Completo - Volume 5 - 

Produzido por Erivelto Reis

 Publicado originalmente em 3 de ago. de 2025

Poesia Portuguesa MusIcAda - Álbum Completo - Volume 5 [julho/agosto - 2025] (Projeto educacional - audiolivro - sem fins lucrativos) Poemas da Literatura Portuguesa musIcAdos com recursos de IA, visando à formação de público leitor. Produzido e Idealizado pelo Prof. Erivelto Reis - 2025. Projeto Euterpe, Erato & Erivelto Reis. Idealização, Repertório e Produção: Erivelto Reis Ficha técnica: Imagens criadas com Prompts no Copilot e Gemini: Azulejos portugueses como capas de discos de vinil. A correlação entre a poesia portuguesa e sua materialização através do design dos azulejos que remetem à história e à cultura de Portugal e o vinil como elemento-símbolo da música numa alusão ao tempo outro menos tecnológico e mais artesanal. Edição de áudio: Programa Audacity Produção de vídeo: Programa Canva Imagens produzidas com recursos de IA: Gemini e Copilot Produção das canções: Suno IA 00:00 Os meus versos – Florbela Espanca – Para Angela Maria Rodrigues Laguardia 04:04 Canção Breve – Eugénio de Andrade – Em memória de Vítor Manuel de Aguiar e Silva 06:43 As pessoas sensíveis – Sophia de Mello Breyner Andresen – Para Maria Alzira Seixo 08:56 Passam no teu olhar nobres cortejos – Florbela Espanca – Em memória de Eduardo Lourenço 12:38 Da voz das coisas / Do amor IV – Fiama Hasse Pais Brandão – Para Deolinda M. Adão 15:46 Resistência – Maria Teresa Horta – Para Patrícia Reis 19:01 Está tudo bem, mãe – Manuel António Pina – Para Sérgio Nazar 22:39 Transforma-se o amador na coisa amada – Luís Vaz de Camões – Para Luiz Maffei 25:18 Génesis – Jorge de Sena – Para Viviane Vasconcelos 27:43 Nada tão silencioso como o tempo – Fiama Hasse Pais Brandão – Para Daniel Larks Bônus: 31:15 Os meus versos – Florbela Espanca – Para Maria Luíza Scher Pereira 34:27 Da voz das coisas / Do amor IV – Fiama Hasse Pais Brandão – Para Tatiana Pequeno 36:45 Transforma-se o amador na coisa amada – Luís Vaz de Camões – Para Cristiane Tolomei

 

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum Completo - Volume 4 - Produzido por Erivelto Reis

 Poesia Brasileira MusIcAda - 

Álbum Completo - Volume 4 - 

Produzido por Erivelto Reis 

 

 Publicado originalmente em 21 de jul. de 2025

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum completo - Volume 4 [junho/julho - 2025] (Projeto educacional - audiolivro - sem fins lucrativos) Poemas da Literatura Brasileira musIcAdos com recursos de IA, visando à formação de público leitor no Ensino Médio. Prof. Erivelto Reis - 2025. Projeto Euterpe, Erato & Erivelto Reis. Idealização, Repertório e Produção: Erivelto Reis Ficha técnica: Imagens criadas com Prompts no Copilot e Gemini: Espaços do imaginário e da afetividade lúdica no nordeste do Brasil em interação com o disco de vinil, símbolo do projeto, em versão digital. Edição de áudio: Programa Audacity Produção de vídeo: Programa Canva Edição e criação de imagens: Gemini e Copilot Produção das faixas: Suno 00:00 Poema Perto do Fim – Thiago de Mello - Para Ana Crelia Dias 02:34 Ternura – Renata Pallotinni – Para Godofredo de Oliveira Neto 05:30 Amor – Olga Savary – Para José Miguel Wisnik 07:30 Desencanto – Manuel Bandeira – Em memória de Preta Gil 11:36 Poema do menininho doente – Mario Quintana – Para Marcelo Maldonado 14:06 Prosperidade – Oswald de Andrade –Para Elanny Brabo 17:43 Sofrimento – Henriqueta Lisboa – Para Leonardo Tonus 19:48 Quarenta anos – Mário de Andrade – Para Monica Simas 22:37 Despedida – Cecília Meireles – Simone Caputo Gomes 25:46 Versos íntimos – Augusto dos Anjos – Para Alexei Bueno

 

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum Completo - Volume 3 - Produzido por Erivelto Reis

 Poesia Brasileira MusIcAda - 

Álbum Completo - Volume 3 - 

Produzido por Erivelto Reis  

 

 Publicado originalmente em 6 de jul. de 2025

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum completo - Volume 3 [junho/julho - 2025] (Projeto educacional - audiolivro - sem fins lucrativos) Poemas da Literatura Brasileira musIcAdos com recursos de IA, visando à formação de público leitor no Ensino Médio. Prof. Erivelto Reis - 2025. Projeto Euterpe, Erato & Erivelto Reis. Idealização, Repertório e Produção: Erivelto Reis Ficha técnica: Imagens criadas com Prompts no Copilot e Gemini: Rios e florestas da Amazônia reestilizados como faixas de um disco de vinil, símbolo do projeto. Edição de áudio: Programa Audacity Produção de vídeo: Programa Canva Edição e criação de imagens: Gemini e Copilot Produção das faixas: Suno 00:00 Vozes-mulheres – Conceição Evaristo – Em memória de Marielle Franco 03:29 Poética I – Vinicius de Moraes – Em memória de Afrânio Coutinho 06:52 Deitas teu corpo em flor – Alphonsus de Guimaraens Filho – Em memória de Ecléa Bosi 09:39 Casamento – Adélia Prado – Em memória de Lygia Fagundes Telles 12:36 Trovas para um amado senhor II – Hilda Hilst – Em memória de Antonio Candido 15:22 Eu sei, mas não devia – Marina Colasanti – Em memória de Jair Rodrigues 20:20 Poema – Manoel de Barros – Em memória de Fernando Sabino 22:49 Considerações de Aninha – Cora Coralina – Em memória de Rubem Braga 24:32 Eu quando olho nos olhos – Paulo Leminski – Em memória de Ziraldo 27:04 Sonhei – Carolina Maria de Jesus – Para Paulinha Machado 29:30 Campo de Eros – Ruy Espinheira Filho – Em memória de Hilda Hilst 33:21 Ne me quittes pas – Neyde Archanjo – Em memória de Antônio Cícero Bônus: 37:35 Vozes-mulheres (versão 2) – Conceição Evaristo – Para Marina Silva 40:43 Campo de Eros (versão 2) – Ruy Espinheira Filho – Para Alexandre Damascena 43:06 Ne me quittes pas (versão 2) – Neyde Archanjo – Para Fabiana Lessa

 


Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum Completo - Volume 2 - Produzido por Erivelto Reis

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum Completo - Volume 2 -

Produzido por Erivelto Reis 

  

  

Publicado originalmente em 15 de junho de 2025 

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum completo - 

Volume 2 [maio/junho - 2025] 

(Projeto educacional - audiolivro - sem fins lucrativos) 

15 de jun. de 2025

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum completo - Volume 2 [maio/junho - 2025] (Projeto educacional - audiolivro - sem fins lucrativos) Poemas da Literatura Brasileira musIcAdos com recursos de IA, visando à formação de público leitor no Ensino Médio. Prof. Erivelto Reis - 2025. Projeto Euterpe, Erato & Erivelto Reis. Idealização, Repertório e Produção: Erivelto Reis Ficha técnica: Imagens criadas com Prompts no Copilot e Gemini: Brasília, congresso nacional, reestilizada com linguagem e letreiros HQ e em desenho monocromático em interação com toca-discos, símbolos do projeto. Edição de áudio: Programa Audacity Produção de vídeo: Programa Canva Edição e criação de imagens: Gemini e Copilot Produção das faixas: Suno 00:00 Canção – Cecília Meireles – Em memória de Leandro Konder 03:15 Amante da Algazarra – Waly Salomão – Para Silviano Santiago 05:54 Arte de Amar – Manuel Bandeira – Em memória de Marina Colasanti 08:26 Memória – Carlos Drummond de Andrade – Para Antônio Carlos Secchin 10:34 Pequena ode mineral – João Cabral de Melo Neto – Para Beatriz Resende 14:05 Soneto do amor total – Vinícius de Moraes – Para Martha Medeiros 16:21 Tarefa – Geir de Campos – Para João Cezar de Castro Rocha 19:17 Meus oito anos – Casimiro de Abreu – Para Patrícia Baroni 23:14 A Jesus Cristo, nosso Senhor – Gregório de Matos – Para Marcos Bagno 26:49 De júbilo e memória I – Hilda Hilst – Para Roseana Murray 29:25 Memória (versão 2) – Carlos Drummond de Andrade – Para Fabrício Carpinejar 31:15 De júbilo e memória I (Versão 2) – Hilda Hilst – Em memória de Affonso Romano de Sant’Anna

Poesia Brasileira MusIcAda - Álbum Completo - Volume 1 - Produção de Erivelto Reis

 Poesia Brasileira MusIcAda - 

Álbum Completo - Volume 1 - 

Produção de Erivelto Reis

 

      
    
Publicado originalmente em 1 de jun. de 2025
Poemas da Literatura Brasileira musIcAdos com recursos de IA, 
visando à formação de público leitor no Ensino Médio. Prof. Erivelto Reis - 2025. Projeto Euterpe, Erato & Erivelto Reis. Idealização, Repertório e Produção: Erivelto Reis Ficha técnica: Imagens criadas com Prompts no Copilot e Gemini: 
Cidade do Rio de Janeiro, com o horizonte e partes da cidade estilizadas como um disco de vinil. Edição de áudio: Programa Audacity Produção de vídeo: Programa Canva Produção das faixas: Suno Poesia Brasileira MusIcAda - Volume 1 [maio/junho - 2025] (Projeto educacional - audiolivro - sem fins lucrativos) 00:00 Faixa 1 – Soneto de Fidelidade – Vinicius de Moraes – Para João Ricardo e Raíres Tavares 02:47 Faixa 2 – Dorme, ruazinha – Mario Quintana – Para Primitivo Paes 06:07 Faixa 3 – Explicação – Cecília Meireles – Para Mirian da Silva Pires 09:11 Faixa 4 – Poema esquisito – Adélia Prado – Para Lucy Julião 13:06 Faixa 5 – Os Morcegos – Lêdo Ivo – Para Alcmeno Bastos 16:11 Faixa 6 – Letra – Gilberto Mendonça Telles – Para Simone Batista 19:30 Faixa 7 – Velha chácara – Manuel Bandeira – Para Roberto Bozzetti 21:56 Faixa 8 – Retrato – Cecília Meireles – Para Sérgio Gesteira 24:30 Faixa 9 – Canção do Exílio – Gonçalves Dias – Para Leandro Garcia 27:59 Faixa 10 – Samba-Canção – Ana Cristina César – Para Suely Moura

terça-feira, 2 de junho de 2026

SONETOS DA PORTUGUESA - ELIZABETH BARRETT BROWNING - TRADUZIDOS POR LEONARDO FRÓES


SONETOS DA PORTUGUESA (2011)
 
TRADUÇÃO LEONARDO FRÓES 


 
 
ELIZABETH BARRETT BROWNING


Sonetos Portugueses é uma colecção de 44 sonetos de amor escritos por Elizabeth Barrett Browning[1]. Os poemas foram escritos entre 1844 e 1845, no período que antecedeu o seu casamento com Robert Browning em 1846[2]. A colecção foi muito aclamada pela crítica sendo extremamente popular durante a vida da poetisa, popularidade que continua até aos dias de hoje.

Título

Inicialmente Elizabeth estava muito relutante em publicar os poemas, sentindo que eles eram demasiadamente pessoais. No entanto, o seu marido insistia em que eles eram a melhor sequência de sonetos em língua Inglesa desde o tempo de Shakespeare e pressionava a mulher para a sua publicação. De modo a proteger a privacidade do casal, Elizabeth achou melhor publicá-los como traduções de sonetos estrangeiros. Por esse motivo, a colecção foi primeiramente conhecida como “Sonetos Bósnios”, até que Robert sugeriu a Elizabeth que alterasse a proveniência imaginária dos sonetos do Bósnio para o Português, pois ela , para além de ser uma grande admiradora de Camões era afectuosamente tratada por Robert Browning de "Pequena Portuguesa"[3].

 

10 Sonetos da Portuguesa Musicados - Elizabeth Barrett Browning - Traduzido por Leonardo Fróes (2011) - Produzido por Erivelto Reis [Edição dedicada à memória do poeta, jornalista e tradutor Leonardo Fróes] (Projeto educacional - audiolivro - sem fins lucrativos) Sonetos da poetisa inglesa Elizabeth Barrett Browning musIcAdos com recursos de IA, visando à formação de público leitor. [Jun. 2026/Audiolivro]. Projeto Euterpe, Erato & Erivelto Reis. Idealização, Repertório e Produção: Erivelto Reis Quando o poeta, tradutor e jornalista Leonardo Fróes faleceu, no final de 2025, fiquei pensando em como homenageá-lo e ao seu trabalho através desse projeto que vinha e vem construindo repertório em Literatura Brasileira e Portuguesa. Assim, por gostar muitíssimo de sua tradução para os sonetos de Elizabeth Browning - a Portuguesa -, decidi que era preciso empreender o trabalho. A leitura de sonetos do século XIX em linguagem musical, com recursos de IA, foi desafiadora. Mas, eis que chegamos a 10 sonetos musicados e duas faixas bônus. Elizabeth Browning é uma das poetas mais influentes do mundo e sua obra permanecerá através dos tempos. Leonardo Fróes foi brilhante e sensível ao traduzir seus sonetos e conseguiu preservar a dramaticidade e o lirismo tão característicos dos sonetos e ainda oxigenar sua profundidade ao vertê-los para o português. Esse é um dos meus livros preferidos. Ganhei de presente de minha amada Gloria Regina. Um diferencial dessa edição de homenagem é que ela traz pela primeira vez no projeto de Poesia Musicada, poemas traduzidos e com uma única voz em todas as faixas. LISTA DE FAIXAS: 00:00 - Soneto 2 - “Mas só nós três neste universo infindo” 05:11 - Soneto 3 - “Desiguais somos, coração de infante!” 10:05 - Soneto 9 - “Dar o que eu posso dar pode estar certo?” 14:15 - Soneto 10 - “Porém o amor, o puro amor, é lindo,” 19:00 - Soneto 12 - “De fato, até o amor que vou louvando” 23:14 - Soneto 14 - “Se tens de amar-me de algum modo,” 27:02 - Soneto 21 - “Diz e rediz, depois diz outra vez,” 30:05 - Soneto 25 - “No coração um peso, de ano em ano,” 34:42 - Soneto 26 - “Tendo apenas visões por companhia,” 39:21 - Soneto 38 - “O beijo inicial que ele me deu” Bônus Tracks 42:21 - Soneto 10 - “Mas só nós três neste universo infindo” 47:00 - Soneto 38 - “O beijo inicial que ele me deu” Imagens criadas no Gemini e Dreamina. Ideia/Tema da identidade visual: O anacronismo de um "Disco de Vinil vitoriano" trazendo na capa a poetisa Elizabeth Browning. O nome do tradutor dos poemas aparece logo após o título. Reforça-se o convite para que as pessoas leiam a obra de Fróes, os livros que traduziu e os que escreveu, sua luta pela ecologia e, naturalmente, busquem conhecer a obra da escritora e poeta Elizabeth Barrett Browning, a "Portuguesa". A edição que deu origem a esse trabalho é da Editora Rocco (2011) e conta com belíssimo posfácio de Fróes sobre os sonetos e a escritora. Edição de áudio: Programa Audacity Produção de vídeo: Programa Canva Edição e criação de imagens: Gemini, Dreamina AI e Copilot Produção das faixas: Suno A POETA Falar sobre Elizabeth Barrett Browning (1806–1861) é entrar no coração da era vitoriana britânica, mas com um detalhe crucial: ela foi uma das mentes mais independentes, corajosas e reverenciadas de seu tempo. Enquanto a história popular muitas vezes a reduziu à figura de uma poetisa frágil resgatada por um amor romântico, a realidade de sua vida e de sua escrita revela uma mulher de força intelectual monumental e profundo engajamento político. A produção de Elizabeth Barrett Browning equilibra-se perfeitamente entre a intimidade lírica e o protesto social contundente. A Poesia Íntima: Sonetos da Portuguesa (1850) Escritos em segredo durante o período de cortejo com Robert (e batizados assim porque ele a chamava carinhosamente de "sua pequena portuguesa"). Esses 44 sonetos são uma das maiores crônicas do amor na literatura mundial. Seu impacto foi profundo: influenciou escritoras como Emily Dickinson (que mantinha um retrato de Elizabeth na parede de seu quarto) e Virginia Woolf. Elizabeth Barrett Browning provou que a sensibilidade poética e o pensamento crítico social não são excludentes, mas sim as duas faces da mesma moeda literária. O TRADUTOR Nascido no Rio de Janeiro em 1941 e faleceu em 2025, Fróes traçou um percurso que recusa o barulho das modas literárias. Sua mudança para a região serrana do Rio de Janeiro, na década de 1970, não foi um ato de fuga isolada, mas sim uma escolha estética e existencial: o enraizamento. A partir de seu cotidiano entre as árvores, as plantas e os bichos, ele construiu uma "poesia da terra" que não cai no mero passadismo, mas que investiga a matéria profunda da vida. Ao traduzir Browning (assim como fez com o ensaísta ecológico Henry David Thoreau), Leonardo Fróes agiu como um verdadeiro curador de almas afins, oferecendo aos leitores em língua portuguesa a chance de testemunhar a poesia em seu estado mais puro, íntimo e técnico.

10 Poemas selecionados por Erivelto Reis

Soneto 2

Elizabeth Barrett Browning

 

Mas só nós três neste universo infindo

Ouvimos a palavra que falaste:

Eu mesma e Deus e tu que a pronunciaste!

Deus respondeu... Estava me impedindo,

Ao malfadar-me as pálpebras no escuro,

De bem te ver – tal qual, se eu já morresse,

Nem o peso da morte oferecesse

Uma exclusão igual. O “não” mais duro

De todos é o de Deus, ó meu amigo!

Homens nos desunir não poderiam,

Nem o mar nos mudar, nem seu perigo;

Sobre os morros, as mãos buscar-se iriam:

E, sendo o céu entre nós dois o abrigo,

Nossas juras aos astros chegariam.


Soneto 3

Elizabeth Barrett Browning

 

Desiguais somos, coração de infante!

Desiguais nos costumes, nos destinos.

Nossos anjos da guarda peregrinos

Estranham-se ao passar como se avante

Suas asas se chocassem. És, e o sabes,

Um refém de rainhas em sociais

Torneios, onde os olhos brilham mais

Que os meus em pranto, e o papel que te cabe

É reger a orquestra. Então, por que ali

Da luz dos janelões lançar um olhar

A um cantor que, um cipreste contra si,

Cansa e nas trevas canta sem parar?

Em mim, o orvalho do ar – o crisma em ti.

Lugar de encontro a Morte há de cavar.


Soneto 9

Elizabeth Barrett Browning

 

Dar o que eu posso dar pode estar certo?

Prostrado te deixar sob o meu pranto

A ouvir dos anos o anelar que tanto

Me volta aos lábios de renúncia, perto

Dos sorrisos sem vida que me impeço,

Malgrado os rogos teus? Como receio

Estar errada! Iguais não sendo, há meio

De amados nos tornarmos? Dói, confesso,

Ver que se inclui entre os mesquinhos quem

Apenas dá isto que eu dou. Adeus!

Não sujarei de pó tal brilho nem

No teu copo vou pôr venenos meus.

Seria injusto dar-te amor também,

Se só posso te amar andando ao léu!

 

Soneto 10

Elizabeth Barrett Browning

 

Porém o amor, o puro amor, é lindo,

Merece aceitação. O fogo ardente

Queima tudo que encontra pela frente,

A mesma luz ao longe transmitindo.

O amor é fogo. E acaso se eu disser

Eu te amo, nota quão transfigurada

Em teu olhar me achei glorificada,

Cônscia dos novos raios que iam ter

Da minha face à tua. Nada é vil,

Por baixo que o amor for: a pequeneza

Do ser que o ama Deus fará gentil.

E o que ora sinto, sob esta incerteza

Disto que eu sou, por si brotou e viu

Que a obra do Amor reforça a Natureza.

 

Soneto 12

Elizabeth Barrett Browning

 

De fato, até o amor que vou louvando

E que ao subir do peito para a testa

De um rubi me coroa e põe em festa

O olhar dos homens, seu valor provando,

Até este amor, que é tudo que prezamos,

Eu não devia amar demais. Mas, dando

O exemplo, tu não estavas me ensinando,

Nos primeiros olhares que trocamos,

A amor chamar amor? Assim falar

De amor não posso como coisa minha:

Pela alma a tua me arrastou a arfar

E colocou num trono de rainha.

Se amo é por ti (humilde quero estar),

Que amo somente e a quem amo sozinha.

 

Soneto 14

Elizabeth Barrett Browning

 

Se tens de amar-me de algum modo,

Ama o amor, não mais, a meu respeito.

Não diga amar-me o olhar, o riso, o jeito

Suave de falar, ou o já pensado

Tal como eu penso e trouxe a certo dia

Um sentido de paz apetecido.

Porque em si estas coisas, meu querido,

Por elas ou por ti se mudariam.

Também não me ame se por compaixão

Ao secar minhas lágrimas. Quem tanto

Se apoia em ti talvez perca a ilusão

De amada ser, interrompendo o pranto.

Ama-me pelo amor tão só que, então,

Hás de amar-me no eterno deste enquanto.

 

Soneto 21

Elizabeth Barrett Browning

 

Diz e rediz, depois diz outra vez,

Que tu me amas. Palavra repetida

Parece pássaro a cantar? A cálida

Primavera sem ele nem talvez

Lançasse o verde em múltiplo matiz

Nas montanhas, no vale. Meu amor,

Cala a dúvida em mim, cala o torpor,

Dissipa a treva que me envolve, diz

“Eu te amo” uma vez mais. Quem vai temer

Mais uma estrela no céu rodopiando,

Mais uma flor o ano a enaltecer?

Diz “eu te amo, eu te amo” e, reiterando

Este dobre de prata, irás saber:

No silêncio da alma estás me amando?


Soneto 25

Elizabeth Barrett Browning

 

No coração um peso, de ano em ano,

Carreguei antes de avistar teu rosto,

Dor após dor em mim tomando o posto

Dos naturais sorrisos tão diáfanos

Como um colar de pérolas que, em turno,

Saltam num peito entregue à dança. Toda

Esperança em pesar virava à roda,

Nem Deus curava o mal, peso soturno.

Mas o árduo coração, a teu pedido,

Deixei boiar na calma do teu ser.

Ele afundou, tal qual já refundido

Na própria natureza, e veio a ter

O teu por cima: a um modo comedido

Entre estrelas e o fado a se exercer.

 

Soneto 26

Elizabeth Barrett Browning

 

Tendo apenas visões por companhia,

Não mulheres e homens, no passado,

Nelas tive parceiros delicados,

Do mais doce cantar que eu conhecia.

Logo porém seu rastro se perdeu

Na poeira do mundo e, ante o silêncio

Dos alaúdes, eu, cega em desmaio,

Nada mais vi. Até que visse o teu

Poder de ser o que eles pareciam.

O mesmo canto, o mesmo resplendor

(Santidade das águas que corriam)

Fundem-se em ti que chega vencedor

Da alma plena do quanto carecia.

Deus dá mais do que pede o sonhador.

 

Soneto 38

Elizabeth Barrett Browning

 

O beijo inicial que ele me deu

Foi só na mão com a qual agora escrevo;

E se tornou mais límpida no enlevo,

Que, lenta ao mundo, logo percebeu

A voz dos anjos. Um anel de ametista

Nela não brilharia ao meu olhar

Mais que o primeiro beijo. Ao se elevar,

O segundo, por pouco errando a testa,

Quase cai no cabelo, um prêmio extra.

Foi a crisma do amor, que uma coroa

Da mais santa doçura punha em festa.

O terceiro, na boca, ainda ressoa

Rubro, perfeito – orgulho que me resta

Ao te dizer “Amor és meu” à toa.