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Blog para apresentação de textos e desenvolvimento de práticas relacionadas à produção, manipulação, seleção, gerenciamento e divulgação de trabalhos de confecção de textos dos alunos e alunas e/ou dos materiais, projetos e pesquisas produzidos pelo Professor Dr. Erivelto Reis, mediador, orientador e coordenador das atividades desenvolvidas no Blog, que tem um caráter experimental. Esse Blog poderá conter textos em fase de confecção, em produção parcial, em processo de revisão e/ou postados por alunos em fase de adaptação à seleção de conteúdo ou produção de textos literários.

domingo, 28 de junho de 2026

Poesia Afrodiaspórica Musicada - Álbum Completo - Volume 1 - Produzido por Erivelto Reis

 Poesia Afrodiaspórica Musicada - 

Volume 1 - 

Produzido por Erivelto Reis 

 

Publicado originalmente em 15 de jun. de 2026

Poesia Afrodiaspórica Musicada - 
Volume 01 - Produzido por Erivelto [junho/2026] - 
Poesias Africanas em Língua Portuguesa
 
[Edição em homenagem a Mia Couto e à Dina Salústio]
 
 Em memória da poeta Conceição Lima (São Tomé e Príncipe) 
 
(Projeto educacional - audiolivro - sem fins lucrativos) Poemas de autores/as de países africanos em que o português é uma língua de referência histórica e cultural musicados com recursos de IA, visando à formação de público leitor. [Jun. 2026/Audiolivro]. Projeto Euterpe, Erato & Erivelto Reis. Idealização, Repertório e Produção: Erivelto Reis SOBRE ESSE ÁLBUM A partir da fundamental antologia organizada por Lívia Apa, Arlindo Barbeitos e Maria Alexandre Dáskalos - POESIA AFRICANA EM LÍNGUA PORTUGUESA - publicada pela Nova Fronteira/ABL (2012), selecionei alguns poemas cujos arranjos produzi, baseados em ritmos e sonoridades de países africanos em confluência com o outros ritmos, pois nos interessa o reconhecimento e o diálogo na formação de público leitor e o uso da linguagem como ferramenta de apoio aos/às professores/as no Ensino Médio. A capa do vídeo deste volume do projeto traz o já conhecido símbolo do toca-discos. O vinil traz uma mandala, o próprio toca-discos traz elementos pictóricos e a biblioteca convida se apresenta como espaço de integração entre a natureza, a identidade negra, a leitura e o diálogo. Fica o convite para que leiam a antologia, e, principalmente os autores e autoras africanos que escreveram em Língua Portuguesa. SOBRE A IDEIA DE "POESIA AFRODIASPÓRICA" NO TÍTULO DO ÁLBUM Não se trata de um gênero específico de poesia, mas de uma postura diante da arte em contextos sociohistóricos a ser apresentados, problematizados e compreendidos em perspectiva decolonial. Leia-se um trecho da apresentação produzida pelo professor Petrônio Domingues, da Universidade Federal de Sergipe, para o volume dois do livro/e-book "Pensamento afrodiaspórico em perspectiva: abordagens no campo da história e literatura" (2021), organizado por Fernanda Miranda e Marcelo de Assunção: "[...] Diáspora, portanto, é um termo que sugere redes de relações reais ou imaginadas entre povos desarraigados cuja experiências são marcadas por diversos contatos e comunicações que incluem viagens, famílias, negócios, ideias, culturas, retóricas, sonhos, entre outros artefatos tangíveis e simbólicos. Ao conectar os grupos dispersos em e entre diferentes regiões e/ou nações, a diáspora revela sua vocação às formas transnacionais. Isto significa que ela não subverte, necessariamente, o Estado-nação, mas o heterogeneíza. Nesse sentido, sua relação com as inscrições e normas do Estado-nação e as formações identitárias nativistas é caracterizada por tensões e ambiguidades. A condição diaspórica, portanto, nomeia um entre-lugar definido por desterritorialização e reterritorialização, bem como pela tácita tensão entre a vida aqui e a memória e o anseio pelo acolá. As pessoas que passam pela experiência diaspórica compartilham uma dupla se não múltipla consciência e perspectiva, plasmadas por um diálogo e negociação entre várias tradições e maneiras de ser, pensar e agir. Essas pessoas comungam de culturas, histórias e identidades que ressignificam constantemente. São tradutores culturais cujas conexões descentradas e multilocalizadas minam limites estáveis e fixos, que reescrevem o passado costumes em comum num processo de reelaboração contínua; um recontar que implode autenticidades e problematiza discursos vernaculares sob o selo da tradição. [...]" (Pretrônio Domingues, 2021). SOBRE CONCEIÇÃO LIMA Maria da Conceição Costa de Deus Lima nasceu no sul da ilha de São Tomé, em Santana, onde cresceu e fez os estudos primários e secundários. Mais tarde, estudou jornalismo em Portugal e obteve a Licenciatura em Estudos Afro-Portugueses e Brasileiros pelo King’s College de Londres, cidade onde obteve também o Mestrado em Estudos Africanos, com especialização em Governos e Políticas em África, pela School of Oriental and African Studies (SOAS). Em São Tomé e Príncipe Conceição exerceu cargos de direção na Rádio, Televisão e, na imprensa escrita, fundou, em 1993, o agora extinto semanário independente O País Hoje, de que foi diretora. Tem poemas dispersos em jornais, revistas e antologias de vários países. De entre as suas obras mais conhecidas, destaque para A dolorosa raiz do Micondó; O Mundo visto do meio; Quando os Cães deixam de falar. Conceição Lima faleceu em 15 de maio de 2026.
 
Lista das Faixas: 00:00 Testamento - Alda Lara 03:13 Portugal colonial - David Mestre 06:14 November without water - Ana Paula Tavares 09:39 Poema de amor - Arnaldo França 13:55 Momento - VI - Vera Duarte 16:43 Magia Negra - Agnaldo Fonseca 21:41 Mantenha - Alzira Fonseca 25:04 Chegam notícias de barcos no fundo - Diná Salústio 28:37 Escrever-me - Mia Couto 32:20 Descobrimento - Noémia de Sousa 37:46 Chegam notícias de barcos no fundo - Diná Salústio Agradecimento especial à Professora Paulinha Machado.

 

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